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Empresas Inclusivas: O poder da diversidade no ambiente de negócios

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O que iremos mostrar neste artigo:

Em um cenário global cada vez mais competitivo, as empresas têm reconhecido que a promoção da diversidade e inclusão não é apenas uma questão moral, mas uma estratégia fundamental para o sucesso a longo prazo. Nesta edição, exploramos os impactos positivos que essas ações podem trazer para o ambiente de negócios e como isso impulsiona o crescimento e a inovação.

A diversidade dentro das empresas se refere à variedade de características, experiências e perspectivas que os colaboradores trazem consigo, incluindo, mas não se limitando a gênero, etnia, idade, orientação sexual, origem social e deficiências. Ao promover a diversidade, as empresas abrem caminho para um ambiente mais rico, com ideias e opiniões diversas, quebrando barreiras culturais e estimulando a criatividade.

Já a inclusão nas empresas se entende como uma maneira de respeitar e valorizar as diferenças entre as pessoas, além de estimular a manutenção de um ambiente profissional que acolha a diversidade de forma permanente.

Ou seja: à forma como uma empresa pensa e baseia suas políticas não apenas para a promoção e o respeito à diversidade, mas principalmente para que todos que façam parte da companhia sintam-se bem em trabalhar nela, independentemente do quão diverso seja o time.

De acordo com um estudo realizado pelo McKinsey & Company, empresas com maior diversidade de gênero em sua liderança têm 21% mais chances de obter lucratividade acima da média do setor. Além disso, organizações com colaboradores de origens diversas são 33% mais propensas a superar a concorrência no lançamento de novos produtos e serviços.

Barbara Costa, Analista Fiscal Outsorcing da Confirp e ativista na área de inclusão, traz à tona uma discussão fundamental sobre a importância da inclusão e representatividade nos ambientes corporativos. Segundo ela, a diversidade não é apenas uma questão de pluralidade e multiplicidade; é um reconhecimento de que todas as pessoas são intrinsecamente diversas. No entanto, nossos cérebros tendem a categorizar, tornando-nos seres únicos e individuais.

“Inevitavelmente, todos nós carregamos vieses inconscientes, pontos cegos que impactam nossas interações e percepções na sociedade”. Um aspecto crucial que Barbara destaca é a sub-representação de grupos minorizados, como pretos e pardos, mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ (Lésbicas, Gays, Bi, Trans, Queer/Questionando, Intersexo, Assexuais/Arromânticas/Agênero, Pan/Poli, Não-binárias e mais) e deficientes, no cenário corporativo.

No entanto, surpreendentemente, esses grupos constituem uma parcela significativa da população: pretos e pardos representam 56%, mulheres 51,8% e deficientes 23% da população.

“Aqui surge uma indagação essencial: onde estão essas pessoas nos ambientes corporativos? Por que não ocupam cargos de alta gestão e liderança? Essa discrepância é uma clara demonstração dos vieses inconscientes que influenciam nossas decisões”, conta Bárbara Costa.

A inclusão, muitas vezes, é associada apenas às pessoas com deficiência e à inclusão social. No entanto, Bárbara destaca que a inclusão é um conceito que abrange a todos. É sobre garantir que todas as pessoas sintam-se pertencentes, aceitas e capazes de contribuir em projetos, sem o peso de piadas ou brincadeiras de mau gosto.

Essa noção de inclusão, primeiro, está enraizada no respeito. Nosso cérebro, em busca constante de segurança, anseia por um ambiente de trabalho onde possa se sentir protegido e valorizado. A famosa citação “diversidade é convidar para o baile, inclusão é fazer dançar” ressoa aqui. Diversidade é a presença, e a inclusão é sobre garantir que todos se sintam parte do baile.

Mas como realmente trilhamos o caminho para a inclusão? É crucial entender que trazer pessoas diversas para o ambiente corporativo é apenas o primeiro passo. A verdadeira inclusão acontece quando essas pessoas se sentem aceitas, representadas e valorizadas. Nosso instinto nos leva a procurar semelhantes, e se não nos sentimos representados, buscamos aqueles que são semelhantes a nós.

Aqui entra o desafio: nosso cérebro possui um sistema inconsciente, emocional e automático, que guarda memórias, estereótipos e categorizações sociais. Superar esses vieses requer um esforço consciente. Bárbara compartilha uma citação da professora Mahzarin Banaji que ressoa profundamente: “Preferimos pensar que não temos preconceitos, mas as pesquisas mostram o contrário. Ter vieses não é o problema, a verdadeira vergonha está em não fazer esforços para melhorar”.

Exemplo sendo aprimorado

Exemplo disso são os resultados auferidos pela Confirp Contabilidade, empresa que está entre as principais em seu setor de atuação no país e que sempre prezou pela diversidade. “Na realidade, a questão da inclusão sempre fez parte da identidade da empresa. Mas isso vem muito além de princípios ‘bonitos’ de mercado, pois vem da naturalidade de observar que diferentes experiências permitem um cenário mais inovador”, explica Rogério Sudré, diretor de finanças e recursos da empresa.

Ao se dizer que a empresa tem uma ampla diversidade, Rogério se refere ao fato da empresa ter grande variedade de gênero, etnia, idade, orientação sexual, origem social e deficiências e que isso se dá de forma ampla independente dos cargos a serem ocupados. A empresa ainda percebe um grande caminho para evolução sobre o assunto, mas está aberta a essa transformação.

“A criação de um ambiente livre de preconceito e que possibilita o desenvolvimento e capacitação de todos de forma igualitária e inclusiva é uma luta nossa diária, sabemos que essas possibilitam que todos possam crescer. Outro ponto positivo é que isso faz com que tenhamos profissionais que realmente vestem a camisa e que crescem e ficam na empresa, galgando assim cargos de liderança”, conta Rogério Sudré.

Os resultados já são sentidos pela empresa, com um crescimento alicerçado em pessoas e que já conta com mais de mil e quinhentos clientes dos mais variados portes e que preza pela inovação e bom atendimento. Com um processo constante de inovação e comprovando que diversidade dá resultado.

Inclusão: O elo que fortalece a diversidade

Como visto no processo de evolução que vem passando a Confirp Contabilidade, não basta apenas ter uma força de trabalho diversificada; é essencial criar um ambiente inclusivo para que todos os colaboradores se sintam valorizados e respeitados. A inclusão está diretamente ligada à capacidade das empresas de reter talentos e aumentar a satisfação dos funcionários.

De acordo com um estudo da Deloitte, empresas com um alto grau de inclusão têm 80% mais probabilidade de reter seus funcionários, reduzindo assim os custos associados à rotatividade e aumentando a estabilidade organizacional. Colaboradores que se sentem incluídos têm maior produtividade e engajamento, resultando em equipes mais coesas e inovadoras.

A diversidade de pensamento impulsionada pela inclusão é um catalisador poderoso para a inovação nas empresas. Ao permitir que pessoas de diferentes origens compartilhem suas perspectivas, os problemas são abordados sob várias óticas, gerando soluções mais completas e eficazes.

Além dos benefícios já mencionados, promover a diversidade e inclusão tornou-se uma vantagem competitiva para as empresas na atração de talentos. A nova geração de profissionais valoriza as organizações que priorizam a igualdade e a inclusão. Empresas inclusivas têm maior facilidade em atrair candidatos qualificados, que estão dispostos a permanecer e contribuir positivamente para o crescimento da empresa.

Caminho ainda longo

Contudo, infelizmente a preocupação com o tema tem perdido força em algumas empresas, conforme mostra o relatório Tendências de Gestão de Pessoas 2022, feito pela consultoria global GPTW (Great Place to Work), que mostrou que as empresas estão aumentando a preocupação com saúde mental dos colaboradores, mas estão deixando em segundo plano a diversidade e inclusão nas companhias.

O estudo foi realizado com 2654 pessoas, tanto da área de recursos humanos quanto em cargos de liderança. Em 2019, 24% dos entrevistados afirmaram que as empresas tinham diversidade e inclusão como um aspecto prioritário a ser trabalhado. Em 2020, esse número subiu para 30%, e em 2021 para 32%. Neste ano, a prioridade caiu para 17,9%.

Entre os desafios citados, o engajamento na liderança foi apontado como o maior, seguido de processos de recrutamento e seleção mais inclusivos.

Para a co-CEO da GPTW, empresa responsável pelo relatório, Tatiene Tiemi, os dados também mostram que a questão ainda está somente no discurso e muito pouco na prática.

“Acredito que, com a pandemia e as novas políticas de trabalho que as empresas precisaram adotar, muitas não conseguiram realmente incluir a Diversidade e Inclusão na pauta estratégica, deixando em segundo plano para focar em questões que pareciam mais urgentes e impactantes para os resultados de negócio”.

Caminho para a diversidade e inclusão

Dentre as iniciativas neste tema que continuam acontecendo, as ações são mais voltadas a mulheres, questões étnico-raciais e pessoas com deficiências.

Isso mostra como o tema precisa ser trabalhado com o mesmo grau de profissionalismo que se tratam outras questões na empresa. Para isso é fundamental ter estratégia, papéis e responsabilidades claras.

Para simplificar as empresas nesse novo caminho para colocar em pauta a diversidade e inclusão, a Gestão in Foco elaborou um passo a passo de como as empresas podem promover a diversidade e inclusão de forma efetiva:

Estabelecer um compromisso com a diversidade e inclusão — O primeiro passo para construir uma cultura diversificada e inclusiva é o comprometimento da liderança. A alta administração deve manifestar seu apoio e comunicar claramente os objetivos de diversidade e inclusão da empresa. Esse compromisso deve ser incorporado à missão, visão e valores da organização.

Realizar uma avaliação da situação atual — Antes de implementar qualquer iniciativa, é essencial avaliar a situação atual da empresa em relação à diversidade e inclusão. Realize uma análise detalhada da composição da equipe, identificando lacunas e possíveis áreas de melhoria. Além disso, busque feedback dos colaboradores sobre suas experiências dentro da empresa para entender melhor suas necessidades e preocupações.

Criar políticas e práticas inclusivas — Desenvolva políticas e práticas que promovam a igualdade de oportunidades para todos os funcionários. Isso inclui revisar políticas de contratação, remuneração, promoção e treinamento para garantir que não haja viés ou discriminação. Considere também a implementação de programas de flexibilidade de horários e licenças parentais para apoiar uma maior diversidade de estilos de vida.

Fomentar a conscientização e a sensibilização — A conscientização é fundamental para mudar mentalidades e comportamentos. Promova treinamentos e workshops que abordem questões de diversidade, preconceito e estereótipos, permitindo que os colaboradores compreendam a importância da inclusão e respeito mútuo. Incentive também o diálogo aberto e a discussão saudável sobre temas relacionados à diversidade.

Estabelecer metas e métricas mensuráveis — Defina metas claras e mensuráveis para medir o progresso da empresa em relação à diversidade e inclusão. Estabelecer indicadores-chave de desempenho (KPIs) pode ajudar a acompanhar o avanço e identificar áreas que necessitam de mais atenção. Monitorar regularmente as métricas ajudará a empresa a permanecer comprometida com seus objetivos de diversidade.

Promover o recrutamento inclusivo — Ao recrutar novos colaboradores, busque candidatos de diferentes origens e experiências. Amplie o alcance de suas ofertas de emprego para alcançar uma base mais diversificada de candidatos e use linguagem neutra e inclusiva em suas descrições de trabalho. Além disso, considere parcerias com organizações que promovam a diversidade, como grupos de mulheres, minorias étnicas ou organizações LGBTQIAPN+.

Celebrar a diversidade e criar uma cultura inclusiva — Celebre a diversidade e as diferentes culturas presentes na empresa. Realize eventos que reconheçam e valorizem as contribuições de funcionários de origens diversas. Incentive a formação de grupos de afinidade que ofereçam suporte e representação para diferentes grupos dentro da empresa. Ao criar uma cultura inclusiva, os colaboradores se sentirão mais engajados e conectados à empresa.

Monitorar e adaptar continuamente — A diversidade e a inclusão não são metas únicas; são esforços contínuos. Monitore o progresso da empresa, ouça o feedback dos colaboradores e esteja disposto a adaptar as estratégias conforme necessário. A abordagem flexível e aberta à aprendizagem contínua garantirá que a empresa permaneça relevante e bem-sucedida em seu caminho rumo à diversidade e inclusão.

Promover a diversidade e inclusão é uma jornada desafiadora, mas essencial para o sucesso e crescimento sustentável das empresas. Ao seguir este guia passo a passo, as organizações podem criar um ambiente de trabalho inclusivo, acolhedor e inovador, que beneficia tanto os colaboradores quanto a própria empresa. A diversidade é um ativo valioso que impulsiona a excelência e a competitividade em um mundo globalizado e diversificado.

Portanto, a jornada para a verdadeira inclusão é uma empreitada coletiva que exige conscientização, esforço e ação. É hora de romper com os padrões inconscientes, desafiar os estereótipos arraigados e criar um ambiente onde cada indivíduo, independentemente de sua origem, possa dançar juntos no baile da diversidade e inclusão.

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Imposto de Renda 2025

Tudo sobre o terceiro lote da restituição do Imposto de Renda e dicas para aumentar o valor em 2025

A Receita Federal liberou nesta quarta-feira (24), às 10h, a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda de 2024. O crédito bancário para mais de 6 milhões de contribuintes será realizado no dia 31 de julho, totalizando R$ 8,5 bilhões. Do total, R$ 529.549.606,98 são referentes a contribuintes que possuem prioridade legal, incluindo: – 14.756 idosos acima de 80 anos; – 95.040 contribuintes entre 60 e 79 anos; – 9.672 com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave; – 34.014 cuja maior fonte de renda seja o magistério. Além disso, outras 5,7 milhões de pessoas foram priorizadas por terem utilizado a Declaração Pré-preenchida ou escolhido o Pix como meio de recebimento do pagamento. Foram contemplados ainda 54.211 residentes do Rio Grande do Sul, devido ao estado de calamidade decretado em decorrência das chuvas que atingiram o estado. Este lote também inclui 172.719 contribuintes não prioritários. Para saber se a restituição está disponível, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet (www.gov.br/receitafederal), clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”. A página oferece orientações e canais de serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Se identificar alguma pendência, o contribuinte pode retificar a declaração, corrigindo informações equivocadas. Malha Fina Os contribuintes também já podem pesquisar para saber se ficaram retidos na malha fina. Segundo o diretor executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos, para aqueles que sabem ou acreditam que cometeram erros na declaração, é válido se preocupar em pesquisar a situação, porém, não há necessidade de se desesperar. Ainda é possível fazer ajustes antes de serem convocados pelo Fisco. “A Receita Federal permite que o contribuinte tenha acesso aos detalhes do processamento de sua declaração por meio do código de acesso gerado no próprio site da Receita Federal ou pelo certificado digital. Caso seja identificada alguma divergência, o Fisco informará ao contribuinte qual item está gerando a divergência e orientará sobre como corrigi-la”, explica Richard Domingos. Como pesquisar? Para saber se há inconsistências em suas declarações do Imposto de Renda e se, por isso, caiu na malha fina do Leão, ou seja, teve seu IR retido para verificações, é necessário acessar o extrato da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, disponível no portal da Receita Federal. Para acessar, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal ou o certificado digital emitido por autoridade habilitada. De acordo com a Receita Federal, o acesso ao extrato também permite conferir se as cotas do IRPF estão sendo quitadas corretamente, solicitar, alterar ou cancelar débito automático das cotas, identificar e parcelar eventuais débitos em atraso, entre outros serviços. “Em relação à declaração retida, caso não haja erros por parte do contribuinte que exijam o envio de uma declaração retificadora, é necessário aguardar para ser convocado para atendimento junto à Receita”, complementa o diretor da Confirp Contabilidade. Como corrigir os erros? Porém, se os erros forem detectados, é importante fazer a declaração retificadora. O procedimento é o mesmo de uma declaração comum, com a diferença de que, no campo “Identificação do Contribuinte”, deve ser informado que a declaração é retificadora. Também é fundamental que o contribuinte possua o número do recibo de entrega da declaração anterior para realizar o processo. A entrega da declaração retificadora pode ser feita pela internet. O contribuinte que já estiver pagando imposto não poderá interromper o recolhimento, mesmo havendo redução do imposto a pagar. Nesse caso, deverá seguir as seguintes orientações: – Recalcular o novo valor de cada quota, mantendo-se o número de quotas em que o imposto foi parcelado na declaração retificadora, desde que respeitado o valor mínimo; – Os valores pagos a mais nas quotas já vencidas devem ser compensados nas quotas com vencimento futuro ou ser objeto de pedido de restituição; – Sobre o montante a ser compensado ou restituído incidirão juros equivalentes à taxa Selic, tendo como termo inicial o mês subsequente ao do pagamento a maior e como termo final o mês anterior ao da restituição ou da compensação, adicionado de 1% no mês da restituição ou compensação. Caso tenha pago menos que deveria, o contribuinte terá que regularizar o valor na restituição de suas declarações, recolhendo eventuais diferenças do IRPF, as quais terão acréscimos de juros e multa de mora, limitada a 20%. E isso só pode ser feito antes do recebimento da intimação inicial da Receita. Para quem já foi intimado, a situação se complica, não podendo mais corrigir espontaneamente as suas declarações e ficando sujeitos, em caso de erros comprovados, à cobrança do imposto, acrescido de juros de mora e multa de 75% a 150% – sobre o valor do imposto devido e o valor da despesa que foi usada na tentativa de fraude. Se caracterizar crime contra a ordem tributária, o contribuinte estará sujeito a sanções penais previstas em lei – com até dois anos de reclusão. Contudo, o diretor da Confirp faz um alerta: “Na declaração retificadora não é permitida a mudança da opção, ou seja, se o contribuinte declarou na ‘Completa’ deve retificar sua declaração nesta forma, mesmo que o resultado na ‘Simplificada’ seja mais vantajoso. Além disso, o contribuinte pode fazer a retificadora a qualquer momento, desde que não seja iniciada nenhuma ação fiscal por parte da Receita Federal, que pode ocorrer a qualquer momento em até cinco anos”. “Assim, para concluir, se ao acessar a declaração for informado que ela está ‘Em Processamento’, é importante que o contribuinte confira todos os dados para certificar que não há erros e aguardar, pois, muitas vezes a declaração retida pelo Fisco não significa erro na declaração do contribuinte e sim, que informações estão sendo buscadas e análises feitas pela Receita Federal nas fontes pagadoras, por exemplo, a empresa que deixou de repassar para a Receita Federal os impostos retidos de seus funcionários”, finaliza Richard Domingos. O que fazer com o dinheiro? Esse dinheiro virá em boa hora para a

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O que é o Setor Contábil e Como Funciona Um Guia Completo

O que é o Setor Contábil e Como Funciona: Um Guia Completo

Setor Contábil: Tudo que você precisa saber sobre a área Conheça as principais tendências e desafios enfrentados pelo Setor Contábil. Descubra como se destacar em um mercado competitivo. O setor contábil desempenha um papel fundamental nas empresas, independentemente do seu tamanho ou segmento. Ele é responsável por registrar, organizar e analisar as informações financeiras, garantindo a conformidade com as obrigações fiscais e fornecendo dados precisos para tomada de decisões estratégicas. Neste artigo, vamos explorar o que é o setor contábil, sua importância e todas as suas frentes. Abordaremos os tipos de livros contábeis, as entregas obrigatórias e as diferentes formas de fechamentos contábeis. Leia adiante e compreenda como o setor contábil pode impulsionar o sucesso do seu negócio. O Setor Contábil e sua Importância O setor contábil é responsável por manter o controle financeiro e patrimonial de uma empresa. Sua principal função é registrar todas as transações financeiras, como vendas, compras, pagamentos e recebimentos. Esses registros são utilizados para elaborar relatórios financeiros, como o balanço patrimonial, a demonstração do resultado do exercício e o fluxo de caixa. Além disso, o setor contábil é responsável por cumprir as obrigações fiscais, como o pagamento de impostos, a emissão de notas fiscais e a entrega de declarações para os órgãos governamentais. Essas obrigações podem variar de acordo com o regime tributário da empresa, como o Simples Nacional, o Lucro Presumido ou o Lucro Real. Tipos de Livros Contábeis: No setor contábil, são utilizados diversos tipos de livros para registrar as informações financeiras de uma empresa. Os principais são: Livro Diário O livro diário é o principal livro contábil. Nele são registradas todas as transações financeiras da empresa, de forma cronológica e detalhada. Esse livro é utilizado para a elaboração dos demais relatórios contábeis e é obrigatório para todas as empresas, independentemente do regime tributário. Livro Razão O livro razão é o livro contábil que agrupa as informações registradas no livro diário por conta contábil. Ele permite visualizar o saldo de cada conta em determinado período, facilitando a análise financeira e o controle contábil. Artigos que também possam te interessar: Objetivos da Contabilidade: entenda tudo sobre a contabilidade; Contabilidade Digital: O que é? Saiba Vantagens e Como Funciona; Simples Nacional: Veja as tabelas e o caminho da descomplicação. Entregas Obrigatórias: Além dos registros contábeis, o setor contábil também é responsável por realizar diversas entregas obrigatórias, que variam de acordo com o porte e o regime tributário da empresa. Algumas das principais são: Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ): A declaração do IRPJ é uma obrigação anual que deve ser entregue à Receita Federal. Nela são informados os dados financeiros e contábeis da empresa, como o lucro obtido, os impostos pagos e as despesas dedutíveis. Escrituração Contábil Digital (ECD): A ECD é uma obrigação acessória que consiste na entrega digital dos livros contábeis e fiscais da empresa. Essa entrega é realizada por meio do Sped Contábil, um sistema eletrônico disponibilizado pelo governo. A ECD tem como objetivo garantir a transparência e a integridade das informações contábeis das empresas. Escrituração Contábil Fiscal (ECF): A ECF é outra obrigação acessória que deve ser entregue anualmente. Ela consiste na demonstração de todas as informações contábeis e fiscais relevantes para o cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Formas de Fechamentos Contábeis: O fechamento contábil é o processo realizado ao final de cada período, seja mensal, trimestral ou anual, com o objetivo de consolidar os registros financeiros e produzir os relatórios contábeis necessários. Existem diferentes formas de fechamentos contábeis, sendo as mais comuns: Fechamento Contábil Mensal: O fechamento mensal consiste na conciliação de todas as contas contábeis, a verificação da consistência dos registros e a elaboração dos relatórios financeiros, como o balancete e o demonstrativo de resultados. Esse processo permite acompanhar de perto a saúde financeira da empresa e tomar medidas corretivas, se necessário. Fechamento Contábil Anual: O fechamento contábil anual é mais abrangente e inclui todas as etapas do fechamento mensal, além da elaboração dos relatórios financeiros finais, como o balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício. Esse fechamento é crucial para a análise do desempenho financeiro da empresa ao longo do ano e para o cumprimento das obrigações fiscais. Confirp: Escritório Contábil em São Paulo O setor contábil é peça-chave na gestão financeira das empresas. Ele é responsável por manter os registros contábeis, garantir a conformidade fiscal e fornecer informações precisas para a tomada de decisões estratégicas. É fundamental contar com um escritório de contabilidade especializado, como o Escritório de Contabilidade em São Paulo Confirp Contabilidade. Os clientes da Confirp recebem orientações personalizadas e garantia da correta execução das obrigações contábeis. Não deixe a área contábil se tornar um obstáculo, aproveite os serviços de contabilidade oferecidos para otimizar seu negócio. Para saber mais, acesse nossa página de serviços contábeis. Ou clique no botão abaixo para entrar em contato com um de nossos especialistas em serviços contábeis. 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negociações coletivas e dissídios

Negociações coletivas e dissídios: o caminho para o reajuste salarial

A época de fim de ano também marca um período que alguns dos principais sindicatos do país definem os dissídios salariais. Sendo assim, é um período marcado por intensas negociações entre sindicatos e empresas. Este processo de negociações coletivas e dissídios, que visa o reajuste dos salários dos trabalhadores, vai além de um simples aumento salarial: busca a equiparação dos ganhos com a inflação e os preços do mercado.  O termo “dissídio” refere-se a uma divergência ou desacordo, especialmente no contexto jurídico. No âmbito trabalhista, o dissídio salarial é um mecanismo que permite que as partes envolvidas — trabalhadores e empregadores — busquem uma solução para disputas sobre salários e condições de trabalho. Quando não há consenso nas negociações, a questão pode ser levada à Justiça do Trabalho, onde será analisada de acordo com a legislação vigente. “Os artigos 643 e 763 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) garantem que os dissídios trabalhistas sejam processados de forma justa e eficaz. Esses artigos asseguram que a Justiça do Trabalho intervenha nas relações entre empregados e empregadores, especialmente quando as negociações se esgotam. Assim, o dissídio é uma ferramenta importante para a proteção dos direitos trabalhistas”, explica Josué Pereira de Oliveira, consultor trabalhista da Confirp Contabilidade. Os principais sindicatos de cada categoria são responsáveis por liderar as negociações, discutindo não apenas o aumento salarial, mas também questões relacionadas a benefícios, condições de trabalho, e outros direitos dos trabalhadores. Josué Oliveira observa: “As reuniões que ocorrem entre os sindicatos e as empresas têm como objetivo chegar a um acordo, mas nem sempre isso acontece de forma satisfatória. Às vezes, parece que é um ‘fazer por fazer’, especialmente quando o resultado não atende às expectativas.” Um aspecto crucial do dissídio é a chamada “trintídio”, um período de proteção ao trabalhador. Se a data-base do dissídio cai no dia 1º de novembro, por exemplo, o trabalhador não pode ser demitido 30 dias antes dessa data. Caso contrário, a empresa é obrigada a arcar com penalidades e com o pagamento de salários adicionais, uma forma de assegurar que os trabalhadores tenham estabilidade durante o processo de negociação. Quando um sindicato não consegue firmar um acordo coletivo, o dissídio se torna inevitável. Muitas empresas optam por antecipar o pagamento do reajuste, embora, frequentemente, isso ocorra com percentuais inferiores aos índices a serem definidos, a fim de evitar a acumulação de diferenças salariais nos meses seguintes. Oliveira alerta: “As empresas que não homologam os acordos podem enfrentar problemas, pois podem ter que pagar diferenças retroativas.” Desafios na transparência Um desafio significativo é a falta de transparência sobre os índices de reajuste por parte dos sindicatos, que pode gerar confusão tanto entre trabalhadores quanto entre empregadores. Isso se torna ainda mais crítico quando se considera que o dissídio não é apenas sobre aumento salarial, mas também sobre a manutenção dos direitos trabalhistas. A questão das rescisões é outro ponto crucial. Funcionários que são demitidos após a data-base do dissídio têm direito a receber diferenças em suas verbas rescisórias, baseadas no novo valor acordado. Além disso, novos acordos podem criar obrigações adicionais para as empresas, que precisam estar atentas a essas mudanças. Isso inclui, por exemplo, ajustes nos valores de benefícios e nas condições de trabalho. A importância do dissídio vai além das relações individuais entre empregadores e empregados; ele também impacta a economia como um todo. Quando os trabalhadores recebem reajustes que acompanham a inflação, há uma melhora no poder de compra, o que contribui para a circulação de dinheiro na economia e para o fortalecimento do mercado consumidor. Dessa forma, o dissídio não é apenas um direito, mas uma questão que afeta a saúde econômica do país. Os dissídios salariais são um elemento essencial nas relações trabalhistas, garantindo que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados e que suas remunerações reflitam as condições econômicas. A negociação coletiva é um processo complexo que requer esforço e comprometimento de ambas as partes para que se chegue a um consenso que beneficie a todos. A participação ativa dos trabalhadores e dos sindicatos é fundamental para que as decisões tomadas sejam justas e respeitem as necessidades de cada categoria. Em um cenário onde as relações de trabalho estão em constante transformação, a constante atualização e discussão sobre os direitos trabalhistas são indispensáveis para a construção de ambientes de trabalho mais justos e produtivos. Compreender o funcionamento das negociações coletivas e dissídios é, portanto, um passo vital para qualquer trabalhador que deseja estar ciente de seus direitos e garantir condições de trabalho dignas. A luta por melhores salários e condições de trabalho é uma contínua, e o dissídio é uma ferramenta fundamental nessa batalha.  

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Última semana para entrega do Censo de Capital Estrangeiro: atenção às multas altas

Empresas e fundos de investimento no Brasil que possuem participação de investidores não residentes têm até o dia 15 de agosto para entregar a declaração do Censo de Capital Estrangeiro no País. Esta é uma obrigação essencial estabelecida pelo Banco Central do Brasil (BCB) para compilar estatísticas do setor externo, como o Balanço de Pagamentos e a Posição de Investimento Internacional (PII). A declaração do Censo é obrigatória para todas as pessoas jurídicas e fundos de investimento no país que, no final de 2023, tinham participação direta de investidores ou cotistas não residentes em seu capital social e possuíam um patrimônio líquido igual ou superior a US$ 100 milhões. A partir da revogação da Lei 4.131/62 e das alterações no arcabouço regulatório, a declaração não é mais necessária para entidades que possuem apenas saldo devedor em créditos comerciais de curto prazo concedidos por não residentes. A nova regra de obrigatoriedade restringe-se a empresas e fundos com participação de investidores não residentes no capital e ao valor do seu patrimônio líquido. Richard Domingos, Diretor Executivo da Confirp Contabilidade, destaca a importância de cumprir essa obrigação: “Muitas pessoas não se atentam a essa situação e correm sérios riscos com as penalidades. Embora não seja uma obrigação muito divulgada, ela é extremamente importante. As multas podem chegar a R$ 250 mil para as empresas que não cumprirem o prazo ou que entregarem informações incorretas ou omitidas.” O prazo regular para a entrega do Censo 2024, com ano-base de 2023, é de 1º de julho a 15 de agosto de 2024. A data-base de referência é 31 de dezembro de 2023. A declaração deve ser feita através do sistema do Banco Central, e informações sobre dívida externa, como operações de crédito concedidas por credores não residentes, não são mais requeridas no Censo. Essas informações são prestadas separadamente no sistema SCE-Crédito (antigo RDE-ROF). Empresas e fundos que não cumprirem a obrigatoriedade ou apresentarem dados incorretos enfrentarão penalidades severas, tornando essencial a conformidade com os requisitos estabelecidos pelo BCB. Para mais informações e para acessar o sistema de entrega, visite o site do Banco Central do Brasil.

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