Gestão in foco

Simples Nacional – Welinton Mota fala sobre ampliação

Após ter passado pela Câmara dos Depu­tados, em maio, a revisão do Simples Nacional foi aprovado pelo Senado na última quinta-feira (7) . O benefício será praticamente universalizado para o setor de serviços com a inclusão de 140 categorias – empresas dos segmentos de medicina, psicologia, fisioterapia, advocacia, arquitetura, engenharia, corretagem, jornalismo e publicidade, entre outras. Diretor tributário da Consultoria contábil Confirp, Welinton Mota comenta nesta entrevista os principais aspectos do projeto e os impactos para os empreendedo­res que vierem a ser incluídos.

Atualmente, muitas categorias contempladas pelo MEI não fazem parte do Supersimples, devi­do à natureza da atividade. Com a aprovação do projeto, esta transição deve melhorar?

Welinton Mota – No caso dos advoga­dos, atualmente não podem nem optar pelo Simples Nacional, porque a legislação res­tringe. Com o novo projeto, estas atividades passarão a estar incluídas no Simples Nacio­nal e aí podem ser tanto MEI quanto optar pelo Simples. Obviamente vai depender do faturamento mensal. Então é uma novidade.

Além da inclusão de novas categorias, o proje­to de lei 221/12 altera outros fatores como, por exemplo, o atual cálculo de tributação do pro­grama Supersimples?

Mota – Todas as atividades novas, como é o caso dos jornalistas, dos advo­gados, elas precisam de uma nova tabela. Não tenho como afirmar se vai haver ou não uma redução tributária porque cada empresa possui um histórico. Há empresa que tem uma folha de pagamento maior, outras não. Na teoria, não haverá redução tributária a partir de atividades novas, mas somente a simplificação tributária, a unifi­cação de todos os tributos em um só. Isso simplifica tudo, é uma grande vantagem simplificar. Ainda que não haja redução tributária, é uma grande vantagem unifi­car todos os produtos em um só. Para sa­ber se tem ou não redução tributária, teria que estudar cada empresa. Em tese, para estas atividades novas não haverá uma re­dução tributária. Mas só o fato de simpli­ficar, de unificar todos os tributos em um só, isso já é um grande avanço. Além dis­so, elimina um monte de burocracias ad­ministrativas – as chamadas declarações ou obrigações acessórias. Há uma série de obrigações que uma empresa do lucro presumido ou do lucro real está obrigada. Se ela migrar para o simples, tudo isso será eliminado.

A unificação dos impostos será o principal efeito prático para quem aderir ao programa então?

Mota – Exatamente. A simplificação, a unificação de todos os impostos em um só. Fora o INSS descontado dos empregados, unifica tudo: ISS, CSLL, PIS, COFINS, Im­posto de Renda, contribuição social e IPI, para a indústria.

Basicamente oito tributos que são incluídos em uma única guia. E para quem já é contemplado, haverá alguma alteração?

Mota – Para quem já está dentro do Simples Nacional não vai haver mudança. As mudanças são para as empresas que serão incluídas. A empresa que não for contem­plada continuará como atualmente. Ou elas são tributadas pelo lucro presumido, que é o mais comum para empresas de médio porte, ou pelo lucro real. Para elas, vai ficar da for­ma como está hoje. Para aquelas que forem afetadas, vai mudar um pouco a tributação.

Como fica o caso de empresas que possuem sócios de diferentes áreas? Por exemplo, uma categoria contemplada e outra não?

Mota – Neste caso, entramos nas re­gras que já estão em vigor hoje. As regras que impedem uma empresa de aderir ao regime, de limite de faturamento ou de participação societária, não mudam. Por exemplo, o mesmo sócio pode ter duas ou mais empresas no Simples Nacional, mas o faturamento somado de todas elas não pode ultrapassar, no ano, R$ 3,6 milhões. Essa área continua inalterada. Vamos imaginar o seguinte, vou dar um exemplo de impedi­mento do Simples Nacional: o sócio que tem uma empresa do Simples Nacional e é sócio de outra empresa, que está fora do progra­ma. Se a participação dele na outra empresa que está fora do Simples for 10% ou menos, ele pode ter outra empresa no Simples Na­cional. Se a participação dele foi maior que 10%, aí temos que verificar, o faturamento das duas não pode ultrapassar aquele valor.

Na sua avaliação, que outras medidas poderiam ser tomadas para incentivar a formalização dos pequenos empreendimentos?

Mota – Difícil opinar sobre isso, dar sugestões para que haja mais formalidade, porque o Brasil é um país já por natureza informal. E a carga tributária do País é mui­to alta, então ninguém quer pagar imposto. Mas acredito que essa medida de incluir pra­ticamente todas as empresas no Simples, ou quase todos os setores, tendo por critério o faturamento e não a atividade, é uma exce­lente ideia. Acho que é um dos caminhos para incentivar a formalização, a abertura de novos negócios. Muitos empresários, às vezes, trabalham na informalidade, acabam não pagando imposto, fazem de tudo para não abrir empresa. Quando constituem uma empresa nova, abrem-se várias oportuni­dades, aumenta o número de empregos, a economia cresce, tem os reflexos indiretos. Creio que esse projeto agora de inclusão de novas atividades seja o reconhecimento de que o caminho é permitir a inclusão de empresas pelo valor econômico, pelo fatu­ramento, e não pela atividade. Hoje em dia, a concorrência é muito grande, tudo ficou globalizado. Ninguém garante que a lucrati­vidade de um escritório de advocacia ou de jornalismo seja maior ou menor.

Pequenos negócios com bebidas como, por exem­plo, as microcervejarias, continuarão de fora?

Mota – Vão permitir agora a inclusão de fábricas de refrigerante de pequeno por­te, mas no caso das cervejarias realmente existe uma restrição. Pelo seguinte, para quem fabrica as chamadas bebidas frias exis­te um regime de tributação no qual o con­trole é feito por litros produzidos e não por uma alíquota cheia sobre o faturamento. Há alguns produtos também em que a alíquota é alta. Então, por alguma razão eles não têm interesse em abrir mão desse sistema.

Na sua avaliação, qual solução poderia ser ado­tada para que os empreendedores destes seg­mentos sofram menos com a carga tributária?

Mota – Empresas que hoje não podem aderir ao Simples por algum impedimento, a única alternativa que há é continuar do jeito que estão. Qualquer alternativa fora disso já pode se tornar ilegal. Dividir as empresas em duas, por exemplo. A própria legislação diz que não pode optar pelo Simples Nacional qualquer empresa remanescente de des­membramento de qualquer natureza.

Fonte – Empreendedores – http://empreendedor.com.br/entrevista/welinton-mota/

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Para mostrar que caminhos para o sucesso são possíveis, buscamos algumas histórias de crescimento no meio da crise, com ensinamentos que podem ser utilizados por qualquer empresário e administrador. Descarpack Descartáveis do Brasil Ltda. A empresa atua com o objetivo de implantar no mercado brasileiro produtos descartáveis de alta qualidade, direcionados à área hospitalar, profissional e farmacêutica. Atualmente, os produtos estão presentes em todos os estados do Brasil através de uma rede ampla e forte de distribuidores. Veja as percepções do presidente da Descarpack, Renato Silveira Joiozo: Travessia Foi um período marcado pela incerteza e insegurança na equipe toda. Todos nós ficamos inseguros. A empresa sempre investiu em tecnologia e, quando aconteceu o lockdown em março, a estrutura de software estava pronta. No mesmo dia, compramos alguns notebooks faltantes e mandamos todos para casa trabalhar em regime home office. O faturamento nunca parou. Estratégias A primeira ação foi dar tranquilidade e segurança para toda a equipe. O home office trouxe isso no início. Aos poucos fomos retornando ao trabalho no escritório com as atividades que são mais difíceis de serem realizadas à distância. O televendas retornou primeiro em dias alternados e com distanciamento social. Implementamos também a testagem com testes rápidos semanais. Impacto Nossa empresa trabalha com produtos descartáveis para hospitais, assim, tivemos um incremento significativo na demanda de trabalho. Toda a equipe soube responder bem, com muita dedicação e responsabilidade para ajudar na luta contra o COVID. Concorrência Cada empresa tem uma história diferente. Vimos praticamente de tudo. Mas acho que soubemos enfrentar o medo e a ansiedade com muita responsabilidade e respeito. Segredos e ensinamentos Três palavras fizeram a diferença: Tecnologia, Pessoas e Trabalho. Acho que não podemos ter uma empresa sem esses três pilares fundamentais. Sobre os aprendizados, os principais foram muita humildade, paciência e respeito pelas pessoas. Acho que o investimento constante em tecnologia foi fundamental para responder de forma ágil e eficiente às novas demandas que podem ser imprevisíveis. Paris 6 A rede de restaurantes Paris 6 sempre transcendeu o conceito gastronômico, inspirando-se em cafés, bistrôs e brasseries centenários do 6º Distrito de Paris (também conhecido como Paris 6). Na crise, o setor foi um dos que mais sofreram, mas a empresa soube se reinventar. Veja como o proprietário, Isaac Azar, fez isso: Travessia Durante os últimos 16 meses, desde o início da pandemia, vimos promovendo mudanças estruturais muito importantes. A partir do momento em que percebemos que a situação não se resolveria rapidamente, a reestruturação fez-se necessária de forma intensificada, atingindo todos os níveis e setores, mudando a mentalidade do negócio. O principal desafio era manter a atividade com a máxima eficiência. Como seria impossível contar com grandes manobras para manutenção de receitas, dada a característica do nosso setor, o caminho foi a redução de custos e despesas, aplicando empowerment e downsizing (fortalecer e reduzir), utilizando nossos melhores recursos humanos de forma inteligente e estratégica. Não havia espaço para descuidos e atos não pensados. Estratégias A primeira estratégia foi manter o máximo possível de faturamento. Assim, iniciamos nossa operação de delivery, tão logo as medidas restritivas da pandemia foram impostas. Até então, o Paris 6 não trabalhava com o serviço de delivery. A própria implantação em si teve que ser estratégica. Iniciamos com uma unidade piloto, e uma semana depois, expandimos para toda a rede, com os ajustes que percebemos na semana de testes. Quanto à redução de despesas, a velocidade foi mais lenta dada às necessidades que demandariam tais mudanças. Mas ao final de 8 meses, já tínhamos todas as medidas principais adotadas. 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Em um mundo cada vez mais exigente, não adianta mais uma empresa pensar que seu problema é apenas comunicação e acreditar que precisam de ações de divulgação para melhorar os seus resultados. Por mais que essas possam fazer as informações sobre os produtos ou serviços chegarem a um prospecte, em muitos casos o problema está na falta de planejamento e estratégia comercial, o que pode comprometer o resultado final, ou seja, as vendas. Assim, o caminho é a profissionalização, e se isso não for possível com a equipe atual, é hora de avaliar a estrutura ou terceirizar a parte comercial, alavancando oportunidades e negócios.

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O fim dos atestados falsos? O que está acontecendo com o Atesta CFM

A luta contra a falsificação de atestados médicos no Brasil está em um momento de grande expectativa e também de incerteza, após uma decisão judicial que suspendeu a Resolução nº 2.382/2024, que regulamenta a plataforma Atesta CFM. Essa resolução foi criada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com o objetivo de autenticar e validar os atestados médicos emitidos no Brasil.  A suspensão foi determinada por uma liminar da Justiça Federal em primeira instância, o que gerou confusão sobre a aplicação da ferramenta, que tinha previsão para ser oficialmente lançada em setembro de 2024. O CFM, no entanto, anunciou que recorrerá da decisão judicial. A Autarquia está fundamentando sua ação em argumentos técnicos, legais e éticos, com a expectativa de que a liminar seja derrubada e a plataforma Atesta CFM entre em funcionamento, como estava inicialmente planejado. A data de obrigatoriedade da plataforma foi marcada para março de 2025, quando todos os atestados médicos no Brasil terão que ser emitidos e validados por meio dessa nova ferramenta.   O que é a plataforma Atesta CFM?   “A plataforma Atesta CFM é uma iniciativa do Conselho Federal de Medicina que visa garantir a autenticidade dos atestados médicos no Brasil. Através de um sistema digital, a plataforma permite a verificação da legitimidade dos atestados, utilizando códigos de autenticação exclusivos. Isso inclui não apenas atestados digitais, mas também os atestados impressos, que terão um QR Code vinculado ao CRM do médico responsável, o que facilita o rastreamento e a validação do documento”, explica Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Medicina do Trabalho. A especialista na área explica o potencial da plataforma para combater as fraudes: “A Atesta CFM representa uma grande mudança. A fraude em atestados médicos é um problema enorme no Brasil, e essa plataforma tem o poder de acabar com isso. Com o código de autenticação, fica impossível falsificar ou manipular os atestados médicos, o que é uma revolução para a confiança no sistema de saúde.” De fato, a situação de fraudes em atestados médicos no Brasil é alarmante. De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), 21% dos atestados verificados pela entidade são falsificados. Pesquisa da Fecomércio/GO de 2020 aponta que cerca de 30% dos atestados médicos no Brasil são falsificados. “Isso representa um grande problema tanto para as empresas quanto para os próprios médicos e pacientes. A plataforma Atesta CFM resolve esse problema de forma eficaz”, complementa Tatiana.     Benefícios para médicos, pacientes e empresas   A plataforma Atesta CFM traz benefícios diretos não apenas para os médicos, mas também para os pacientes e as empresas. Tatiana destaca a importância da proteção dos médicos: “A plataforma garante que o médico tenha controle sobre todos os atestados emitidos em seu nome. Ele será notificado de cada documento gerado, o que elimina qualquer risco de fraude. Isso é essencial para a segurança jurídica do profissional de saúde.” Além disso, Tatiana vê a plataforma como uma forma de facilitar a vida dos pacientes: “Para os pacientes, a plataforma oferece um portal único para acessar todos os seus atestados médicos, centralizando tudo de forma digital. Isso facilita o acompanhamento da saúde e, principalmente, a certeza de que eles têm documentos legítimos.” Do ponto de vista das empresas, a Atesta CFM também oferece grandes vantagens. A verificação dos atestados garantirá a autenticidade, contribuindo para a redução do absenteísmo ilegal. “As empresas terão uma ferramenta poderosa para validar a veracidade dos atestados, evitando o pagamento indevido por faltas fraudulentas. Isso representa uma economia significativa e uma gestão mais eficiente do RH”, afirma Tatiana.       Os benefícios dessa novidade são muitos, como vistos a seguir:   Para os médicos Segurança Jurídica: a plataforma eliminará atestados falsificados, proporcionando proteção aos profissionais de saúde. Emissão Prática: médicos poderão emitir atestados de qualquer lugar, tanto online quanto offline, com controle dos documentos físicos. Tatiana observa: “Com a facilidade de emissão, os médicos poderão se concentrar mais em seus pacientes e menos em burocracias. Essa agilidade é vital para a prática médica moderna.”   Para os pacientes   Acesso Rápido: pacientes terão um portal exclusivo para acessar rapidamente o histórico de atestados. Emissão Digital: a emissão de atestados será digital, eliminando a necessidade do documento físico, com envio automático à empresa. “Isso não apenas melhora a experiência do paciente, mas também garante que ele tenha controle sobre sua própria saúde e os documentos que o envolvem”, diz Tatiana.   Para as empresas   Redução do Absenteísmo Ilegal: a verificação dos atestados garantirá a autenticidade, contribuindo para a redução de faltas fraudulentas. Gestão Eficiente: as empresas poderão acessar informações chanceladas pelo CFM, gerando relatórios que auxiliam na tomada de decisões estratégicas. Tatiana finaliza: “Com a plataforma, as empresas terão dados reais que podem ajudá-las a planejar melhor suas políticas de saúde e segurança, promovendo um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.” Os relatórios da plataforma oferecerão insights importantes sobre as condições de saúde de seus colaboradores, permitindo identificar, por exemplo, afastamentos causados por: Alterações ergonômicas Alergias Lesões Saúde mental Componentes químicos Outras enfermidades relacionadas ao ambiente de trabalho     O Impacto para o Mercado de Trabalho e a Saúde Pública O impacto da plataforma no mercado de trabalho e na saúde pública também não pode ser subestimado. Mourival Boaventura Ribeiro, sócio da Boaventura Ribeiro Advogados, ressalta que a Atesta CFM tem o potencial de transformar a forma como as empresas lidam com as ausências de seus colaboradores: “Essa ferramenta oferece muito mais do que uma simples verificação de atestados. Ela permite que as empresas obtenham dados valiosos sobre a saúde de seus funcionários, o que pode ajudar a melhorar as condições de trabalho e até mesmo reduzir custos com tratamentos médicos de forma preventiva.” Mourival acredita que a nova regulamentação irá fortalecer a relação entre médicos, pacientes e empregadores: “A transparência proporcionada pela plataforma é fundamental. Médicos, pacientes e empresas terão acesso a informações confiáveis sobre a legitimidade dos atestados, o que aumenta a confiança no sistema. A Atesta CFM é um

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