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Insatisfeito com sua restituição do IR em 2026? Saiba como aumentar o valor que receberá em 2027

O prazo para entrega da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 já terminou e muitos contribuintes começam agora a analisar os resultados obtidos. Para alguns, a restituição ficou abaixo do esperado. Para outros, houve imposto a pagar. Mas uma coisa é certa: quem deseja melhorar esse resultado em 2027 precisa começar o planejamento desde já.

O ciclo do Imposto de Renda é anual, mas os efeitos financeiros da declaração dependem diretamente das decisões tomadas ao longo do ano. Ou seja, quem quer maximizar a restituição no próximo exercício deve organizar documentos, registrar despesas dedutíveis e adotar uma estratégia tributária adequada ainda em 2026.

Segundo dados da Receita Federal, foram entregues 44.498.717 declarações dentro do prazo encerrado em 29 de maio de 2026. Desse total, 56,1% resultaram em restituição, 23,0% tiveram imposto a pagar e 21,0% não apresentaram saldo de imposto. As declarações pré-preenchidas representaram 59,8% do total, enquanto 54,6% dos contribuintes optaram pelo modelo simplificado.

Para Welinton Mota, diretor tributário da Confirp Contabilidade, o principal erro dos contribuintes é deixar para pensar no Imposto de Renda apenas quando o prazo de entrega se aproxima.

“Quem deseja pagar menos imposto ou receber uma restituição maior precisa entender que o planejamento não começa em março. Ele deve acontecer durante todo o ano, com organização documental e acompanhamento das despesas que podem gerar benefícios fiscais”, explica.

 

Como aumentar a restituição do Imposto de Renda em 2027: 6 estratégias práticas

1. Organize a documentação durante todo o ano

A principal recomendação é guardar e organizar comprovantes de despesas e rendimentos ao longo de todo o ano.

“Quando a pessoa deixa para reunir documentos apenas próximo da entrega da declaração, aumenta o risco de esquecer informações importantes e perder deduções que poderiam aumentar a restituição”, alerta Welinton Mota.

Além disso, a organização antecipada permite avaliar qual modelo de declaração será mais vantajoso.

 

2. Aproveite os benefícios da previdência privada

Contribuintes que utilizam o modelo completo podem reduzir a base de cálculo do Imposto de Renda por meio de contribuições para planos PGBL.

“É importante destacar que a dedução é permitida apenas para contribuições realizadas em planos PGBL e está limitada a 12% da renda tributável anual. Trata-se de uma ferramenta eficiente para quem busca planejamento tributário de longo prazo”, explica Mota.

 

3. Guarde comprovantes de saúde, educação e pensão alimentícia

Despesas médicas não possuem limite de dedução, desde que devidamente comprovadas. Já gastos com educação e pensão alimentícia também podem gerar abatimentos relevantes.

“A Receita Federal vem ampliando o cruzamento eletrônico de informações. Por isso, é fundamental que todas as despesas declaradas estejam respaldadas por documentação válida e correspondam à realidade”, ressalta.

 

4. Utilize incentivos fiscais por meio de doações

As doações incentivadas podem reduzir o imposto devido e, ao mesmo tempo, direcionar recursos para projetos sociais, culturais e esportivos.

“Muitas pessoas desconhecem que podem destinar parte do imposto para fundos da criança, do adolescente e do idoso, além de projetos culturais e esportivos. É uma forma inteligente de utilizar recursos que seriam pagos ao governo”, afirma Mota.

A estratégia, contudo, é válida apenas para quem utiliza o modelo completo da declaração.

 

5. Avalie corretamente a inclusão de dependentes

Incluir dependentes pode gerar vantagens tributárias, mas também pode aumentar o imposto devido, dependendo da situação.

“É preciso fazer as contas. Em alguns casos, incluir pais ou filhos como dependentes permite deduzir despesas médicas e educacionais. Em outros, os rendimentos desses dependentes podem elevar a tributação. Cada caso deve ser analisado individualmente”, orienta.

 

6. Utilize o livro-caixa se for profissional autônomo

Profissionais autônomos podem reduzir significativamente a carga tributária ao registrar corretamente as despesas necessárias para a atividade profissional.

“Despesas com aluguel de escritório, energia elétrica, telefone, internet e materiais utilizados na atividade podem ser abatidas por meio do livro-caixa. O segredo é manter registros e comprovantes organizados ao longo de todo o ano”, explica o especialista.

 

Planejamento tributário é o segredo para pagar menos imposto e aumentar a restituição

Para Welinton Mota, a principal conclusão é que a restituição não depende apenas dos rendimentos recebidos, mas também da forma como o contribuinte administra suas informações fiscais.

“Muitas pessoas acreditam que a restituição é uma questão de sorte. Na verdade, ela está diretamente relacionada ao nível de organização e planejamento. Quem se prepara durante o ano tem mais condições de aproveitar todas as deduções permitidas pela legislação e alcançar um resultado melhor na declaração seguinte.”

Assim, para quem ficou insatisfeito com o resultado obtido em 2026, o momento ideal para começar a mudar esse cenário já começou. O planejamento realizado ao longo de 2026 será determinante para a restituição que poderá ser recebida em 2027.

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Welinton Mota

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