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Copa do Mundo 2026: empresas devem definir regras para expediente durante os jogos da Seleção

Com o Brasil avançando para as fases decisivas da Copa do Mundo de 2026, muitas empresas voltam a discutir como conciliar a rotina de trabalho com um dos eventos de maior mobilização do país.

O próximo jogo da Seleção Brasileira está marcado para segunda-feira, 29 de junho, às 14h, horário que coincide com boa parte do expediente corporativo e exige planejamento por parte das organizações.

Embora os jogos da Copa despertem grande interesse entre colaboradores e gestores, é importante destacar que as datas das partidas não são consideradas feriados nacionais.

Assim, cabe a cada empresa definir como conduzirá suas atividades, observando suas necessidades operacionais e mantendo uma comunicação clara com suas equipes.

Expediente durante os jogos da Seleção: empresas não são obrigadas a liberar funcionários

 

“Não existe obrigação legal para que as empresas suspendam suas atividades durante os jogos da Seleção. Entretanto, é natural que muitas organizações procurem alternativas para conciliar o expediente com um evento que mobiliza praticamente todo o país”, explica o advogado trabalhista Mourival Boaventura Ribeiro, sócio da Boaventura Ribeiro Advogados.

Segundo ele, independentemente da decisão adotada, o mais importante é que haja transparência e planejamento. “O ideal é que a empresa defina previamente como será o funcionamento nos dias dos jogos, estabelecendo eventuais formas de compensação de horas ou ajustes de jornada e comunicando essas regras com antecedência aos colaboradores. Isso evita dúvidas e reduz riscos de questionamentos futuros”, afirma.

Como organizar o expediente durante os jogos da Seleção com flexibilidade

 

Entre as alternativas mais utilizadas pelas empresas estão a redução do expediente, a liberação antecipada dos funcionários, a instalação de espaços para acompanhamento das partidas dentro da própria organização ou mesmo a manutenção das atividades sem alterações.

Para o gerente trabalhista Daniel Santos, a experiência adquirida pelas empresas nos últimos anos ampliou as possibilidades de gestão da jornada de trabalho em situações excepcionais, como os jogos da Copa do Mundo.

“As empresas possuem hoje mais ferramentas para administrar suas equipes sem comprometer a produtividade. Dependendo da atividade exercida, é possível adotar modelos flexíveis, antecipar acordos de compensação ou até permitir o trabalho remoto em determinadas funções, desde que haja alinhamento prévio entre empregador e colaborador”, explica.

Segundo ele, o principal cuidado é garantir que as regras sejam definidas de forma clara e respeitem a legislação trabalhista. “Qualquer alteração na jornada deve ser planejada e formalizada adequadamente.

Quando existe transparência na comunicação e previsibilidade para os colaboradores, a empresa consegue atender às suas necessidades operacionais sem gerar insegurança para a equipe”, destaca Daniel Santos.

Expediente durante os jogos da Seleção também depende de órgãos públicos

 

Outro ponto que merece atenção das empresas é o eventual impacto dos jogos sobre o funcionamento de órgãos públicos, tribunais, instituições financeiras e serviços essenciais.

Embora não haja, até o momento, determinação nacional de ponto facultativo para os jogos da Copa do Mundo de 2026, governos estaduais, municipais e órgãos públicos podem adotar medidas específicas relacionadas ao expediente em dias de partidas da Seleção.

“É recomendável que as empresas acompanhem eventuais comunicados de órgãos públicos e instituições com as quais mantêm relacionamento operacional. Dependendo da atividade exercida, alterações no funcionamento desses serviços podem gerar impactos indiretos na rotina dos negócios”, observa Mourival Ribeiro.

Comunicação clara sobre o expediente durante os jogos da Seleção reduz conflitos

 

Daniel Santos ressalta que, mais importante do que a decisão adotada pela empresa, é a forma como ela é comunicada. “A Copa do Mundo é um evento que mobiliza trabalhadores de diferentes perfis e gera expectativas naturais.

Quando a organização estabelece regras claras, divulga previamente as orientações e trata todos os colaboradores de maneira uniforme, reduz significativamente o risco de conflitos internos e questionamentos futuros”, afirma.

Para ele, a melhor estratégia é agir com antecedência. “Planejamento e comunicação continuam sendo os principais aliados das empresas para atravessar períodos como este, conciliando engajamento dos colaboradores com a continuidade das operações.”

Dessa forma, seja optando pela flexibilização da jornada, pela compensação de horas, pelo trabalho remoto ou pela manutenção do expediente normal, o planejamento antecipado continua sendo a principal ferramenta para equilibrar produtividade e engajamento durante os jogos da Seleção Brasileira.

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Daniel Santos

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