Manter uma holding envolve, de forma geral, três blocos de gastos recorrentes: honorários contábeis, obrigações fiscais e acessórias e, quando há atividade ou patrimônio gerando receita, tributos sobre essas operações. Não existe uma mensalidade fixa aplicável a todas as holdings, porque o valor final depende do regime tributário adotado, da existência de imóveis ou participações societárias, do volume de movimentação financeira e da complexidade da escrituração contábil exigida.
Este artigo detalha, item por item, o que costuma compor o custo de manter uma holding já constituída, incluindo as principais alíquotas vigentes em 2026 para empresas sediadas em São Paulo. Se a dúvida ainda é sobre o valor de abertura da estrutura, a Confirp já publicou um conteúdo específico sobre isso, indicado ao final deste texto.
Quanto custa manter uma holding por mês?
Não existe um valor mensal padrão. Uma holding sem movimentação relevante, apenas com um ou poucos imóveis registrados e sem locação ativa, tende a ter uma estrutura de custos mais enxuta, concentrada em honorários contábeis e obrigações acessórias básicas.
Já uma holding com aluguéis recebidos, participações em outras empresas, distribuição de lucros ou empregados exige mais horas de trabalho contábil, mais obrigações fiscais mensais e, frequentemente, o recolhimento de tributos sobre as receitas geradas.
Na prática, o que determina o custo não é o fato de a empresa se chamar holding, mas o nível de atividade e complexidade que ela carrega.
Quais são os principais custos para manter uma holding?
Os gastos recorrentes mais comuns incluem contabilidade e escrituração, honorários do escritório contábil, obrigações fiscais e acessórias mensais, certificado digital, taxas administrativas e bancárias, despesas relacionadas à manutenção societária, folha de pagamento quando há empregados, custos jurídicos eventuais, despesas ligadas aos imóveis ou ativos mantidos pela empresa e os tributos incidentes sobre receitas e operações.
Nem todos esses itens existem em toda holding. Uma estrutura sem receitas, por exemplo, normalmente não tem tributos sobre faturamento a recolher em determinado período, mas continua sujeita a obrigações contábeis e fiscais acessórias.
Quanto custa a contabilidade de uma holding?
Os honorários contábeis variam conforme o regime tributário escolhido, o volume de movimentação, a quantidade de imóveis e participações registradas, o número de sócios, a existência de receitas e distribuição de lucros, e a necessidade de planejamento tributário contínuo.
Uma holding patrimonial sem operação ativa costuma demandar uma rotina contábil mais simples do que uma holding com aluguéis, prestação de serviços ou participações em várias empresas, o que naturalmente se reflete no valor dos honorários.
Não existe uma tabela oficial de preços para esse serviço; os valores praticados no mercado variam por escritório, região e complexidade da estrutura, por isso qualquer estimativa deve ser tratada como referência aproximada, não como tabela fechada.
Quais impostos uma holding pode pagar em 2026?
A holding não é, por si só, um regime tributário. A tributação depende da atividade efetivamente exercida, das receitas obtidas, dos ativos mantidos e do regime escolhido (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, conforme o caso). Em 2026, para empresas sediadas em São Paulo, os principais tributos que podem incidir sobre uma holding com atividade são:
IRPJ, com alíquota de 15% sobre o lucro apurado, mais adicional de 10% sobre a parcela do lucro que exceder R$ 20.000,00 por mês de apuração.
CSLL, com alíquota geral de 9% sobre o lucro apurado pelas pessoas jurídicas em geral.
PIS e COFINS, que no regime cumulativo, aplicável à maioria das holdings no Lucro Presumido, somam 0,65% (PIS) e 3% (COFINS) sobre a receita bruta.
Para holdings que optam pelo Lucro Presumido e recebem receitas de aluguel ou de atividades imobiliárias próprias, a base de cálculo do IRPJ e da CSLL costuma partir de um percentual de presunção de 32% sobre a receita bruta, sobre o qual incidem as alíquotas de IRPJ e CSLL mencionadas acima.
Um ponto que passou a valer a partir de 2026 e que pode afetar holdings de maior porte: a Lei Complementar nº 224/2025 determinou um acréscimo de 10% nos percentuais de presunção do IRPJ e da CSLL sobre a parcela da receita bruta anual que ultrapassar R$ 5.000.000,00.
Ou seja, holdings com receita bruta anual acima desse teto passam a ter uma base de cálculo maior sobre o excedente, o que eleva a carga tributária proporcional nessa faixa. Para o IRPJ, essa regra já vale desde o início de 2026; para a CSLL, o efeito prático começou a partir do segundo trimestre de 2026, por conta da regra constitucional que exige um intervalo de noventa dias entre a publicação da norma e sua cobrança.
Outra mudança relevante de 2026 é o aumento da alíquota do IRRF sobre Juros sobre o Capital Próprio (JCP), que passou de 15% para 17,5% para pagamentos ou créditos feitos a sócios ou acionistas a partir de 1º de janeiro de 2026. Esse ponto costuma ser relevante para holdings que utilizam JCP como forma de remuneração aos sócios.
Vale reforçar que ter uma despesa administrativa recorrente é diferente de ter um tributo a recolher. Uma holding pode manter custos de contabilidade e obrigações acessórias mesmo em meses em que não haja tributo a pagar sobre receitas, justamente por não haver faturamento naquele período.
Uma holding sem faturamento tem custos?
Sim. A ausência de faturamento não elimina as obrigações contábeis, fiscais e societárias da empresa. Mesmo sem receita, a holding costuma manter a necessidade de escrituração contábil, entrega de obrigações acessórias e, dependendo do estado e do porte, taxas administrativas fixas. O que muda é a ausência de tributos calculados sobre receita, como IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, que dependem justamente da existência de faturamento para incidir.
Uma holding com imóveis tem custos mensais?
Sim, mas o tipo de custo varia conforme a situação do imóvel. Um imóvel alugado gera receita, e essa receita pode estar sujeita a IRPJ, CSLL, PIS e COFINS, além de custos de administração da locação, quando terceirizada. Um imóvel sem receita, mantido apenas como reserva patrimonial, não gera tributação sobre aluguel, mas ainda assim pode representar despesas de manutenção do bem, seguro, IPTU e eventuais custos condominiais, que são despesas do próprio imóvel e não da estrutura contábil da holding. É importante não confundir despesas da empresa com gastos pessoais dos sócios relacionados ao uso do imóvel.
Quando o imóvel é vendido, pode haver incidência de ganho de capital, cuja tributação depende do regime da empresa e das características da operação, exigindo análise específica.
Quanto custa manter uma holding familiar?
O custo de manutenção de uma holding familiar segue a mesma lógica das demais holdings patrimoniais: depende do número de imóveis e participações que ela reúne, da existência de receitas, da quantidade de sócios ou herdeiros envolvidos e da necessidade de acompanhamento contábil e societário mais próximo, especialmente quando há sucessão em andamento.
O foco aqui não é o planejamento sucessório em si, mas sim os gastos recorrentes de manter a estrutura funcionando de forma regular perante o Fisco.
Quanto custa manter uma holding patrimonial?
Quanto maior e mais diversificado o patrimônio reunido na holding, maior tende a ser a complexidade contábil, fiscal e administrativa. Uma holding com um único imóvel sem receita tem uma rotina bem diferente de uma holding que concentra vários imóveis alugados, participações em empresas operacionais e movimentação financeira relevante. Isso se reflete diretamente nos honorários contábeis e no volume de obrigações acessórias a cumprir.
O que pode aumentar o custo mensal de uma holding?
Alguns fatores costumam elevar o custo de manutenção de forma consistente: aumento da movimentação financeira, existência de várias fontes de receita, presença de imóveis com locação ativa, participações societárias em diversas empresas, existência de empregados e folha de pagamento, distribuição frequente de lucros, maior volume de obrigações acessórias e a necessidade de acompanhamento tributário mais próximo, especialmente diante de mudanças recentes na legislação, como as trazidas pela Lei Complementar nº 224/2025.
Como reduzir o custo de manutenção de uma holding?
Reduzir custos não deve significar simplesmente contratar o serviço contábil mais barato disponível. Uma assessoria inadequada à complexidade da estrutura tende a gerar retrabalho, autuações e custos indiretos maiores no futuro.
As formas mais responsáveis de otimizar o custo de manutenção envolvem manter a documentação organizada e atualizada, revisar periodicamente o planejamento tributário da estrutura, acompanhar de perto as operações realizadas pela holding, cumprir corretamente os prazos de obrigações acessórias e contar com uma assessoria contábil compatível com o porte e a complexidade real da empresa.
Visão prática dos custos de manutenção
A tabela abaixo resume, de forma geral, os principais itens de custo e quando cada um costuma existir. Os valores não são apresentados porque variam conforme o escritório contratado, região, porte da holding e volume de operações; o que se mantém relativamente estável são as alíquotas de tributos federais e municipais, detalhadas nas seções anteriores.
| Despesa | É recorrente? | Quando pode existir? | O que influencia o valor? |
| Honorários contábeis | Sim, mensal | Sempre, enquanto a empresa estiver ativa | Regime tributário, volume de movimentação, número de imóveis e sócios |
| Obrigações acessórias | Sim, mensal ou periódica | Sempre, independentemente de faturamento | Regime tributário e complexidade das operações |
| IRPJ e CSLL | Variável | Quando há lucro tributável ou receita presumida | Regime tributário, receita bruta anual, existência do teto de R$ 5 milhões da LC 224/2025 |
| PIS e COFINS | Variável | Quando há receita bruta | Regime tributário (cumulativo ou não cumulativo) |
| ISS | Variável | Quando há prestação de serviços | Atividade exercida e alíquota do município |
| Certificado digital | Anual | Praticamente sempre | Tipo de certificado e prazo de validade |
| Taxas bancárias e administrativas | Mensal | Praticamente sempre | Banco e volume de operações |
| Despesas com imóveis | Variável | Quando há imóveis com custos de manutenção, IPTU ou administração | Quantidade e situação dos imóveis |
| Folha e encargos | Mensal | Quando há empregados | Número de funcionários e regime trabalhista |
Comparando diferentes níveis de complexidade
Holding com baixa movimentação. Poucos ou nenhum imóvel com receita, sem empregados, sem distribuição frequente de lucros. Custo concentrado em honorários contábeis e obrigações acessórias básicas.
Holding patrimonial com imóveis sem locação ativa. Custos de manutenção dos bens somados à rotina contábil regular, sem incidência relevante de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS sobre aluguel, já que não há receita de locação.
Holding com receitas de aluguel. Passa a ter IRPJ, CSLL, PIS e COFINS incidentes sobre a receita, com base de presunção de 32% no Lucro Presumido, além de custos administrativos de gestão dos contratos de locação.
Holding com participações societárias. Exige acompanhamento contábil mais detalhado sobre dividendos, distribuição de lucros e eventual JCP, este último sujeito a IRRF de 17,5% desde 2026.
Holding com maior movimentação e operações diversas. Tende a concentrar todos os fatores anteriores, exigindo estrutura contábil mais robusta e, em muitos casos, avaliação sobre a permanência no Lucro Presumido ou migração para o Lucro Real, especialmente se a receita bruta anual se aproximar ou ultrapassar o teto de R$ 5.000.000,00 previsto na LC 224/2025.
Checklist: quais custos devo considerar antes de criar ou manter uma holding?
- Contabilidade e escrituração contábil.
- Obrigações fiscais e acessórias mensais.
- Tributos incidentes sobre receitas, quando houver.
- Certificado digital.
- Taxas administrativas e bancárias.
- Despesas de manutenção de imóveis, quando aplicável.
- Custos societários eventuais.
- Folha e encargos, quando houver empregados.
- Honorários jurídicos, quando necessários.
Vale a pena manter uma holding considerando os custos mensais?
A resposta não deve se basear apenas no valor da contabilidade ou nas despesas administrativas isoladas. É preciso considerar o objetivo da estrutura, o patrimônio envolvido, as receitas geradas, a organização societária e o planejamento tributário e sucessório pretendido, sempre à luz da situação específica de cada família ou empresa.
Uma holding não deve ser criada ou mantida apenas pela expectativa genérica de «pagar menos impostos», sem uma análise técnica que confirme se, de fato, a estrutura traz benefício real considerando os custos de manutenção e as regras vigentes, incluindo as mudanças trazidas pela Lei Complementar nº 224/2025 para 2026.
Orientação da Confirp sobre a manutenção de holdings
A Confirp Contabilidade atua há 40 anos no mercado, com experiência acumulada em contabilidade empresarial, tributação e planejamento tributário.
Cada holding tem uma composição patrimonial, societária e de receitas diferente, e por isso a avaliação da estrutura contábil e tributária mais adequada precisa ser feita de forma individualizada, considerando o patrimônio envolvido, as receitas existentes, a movimentação financeira e as obrigações aplicáveis a cada caso, especialmente diante de mudanças recentes como o novo teto de presunção do Lucro Presumido e o aumento do IRRF sobre JCP, ambos em vigor desde 2026.
Perguntas frequentes sobre quanto custa manter uma holding
Quanto custa manter uma holding por mês?
Não há um valor único. O custo mensal depende do regime tributário, da existência de receitas, do número de imóveis e participações e da complexidade da escrituração contábil exigida pela estrutura.
Qual é o custo anual de uma holding?
O custo anual soma os honorários contábeis mensais, as obrigações acessórias periódicas, eventuais tributos sobre receitas geradas ao longo do ano e despesas eventuais, como certificado digital ou custos societários pontuais. Não existe um valor anual padrão aplicável a todas as holdings.
Uma holding precisa pagar contabilidade todos os meses?
Sim, na maioria dos casos. A escrituração contábil e o cumprimento de obrigações acessórias costumam ser exigidos de forma contínua, independentemente de a empresa estar ou não gerando receita no período.
Uma holding sem faturamento tem custos?
Sim. Mesmo sem receita, a empresa geralmente mantém obrigações contábeis, fiscais e societárias, o que representa custo de manutenção mesmo na ausência de tributos sobre faturamento.
Holding paga imposto mesmo sem faturamento?
Em regra, não há tributos como IRPJ, CSLL, PIS e COFINS a recolher sobre receita quando não existe faturamento, já que esses tributos incidem justamente sobre a receita ou o lucro apurado.
Quanto custa a contabilidade de uma holding?
Varia conforme o regime tributário, a quantidade de imóveis, sócios e participações, e o volume de movimentação. Não existe uma tabela oficial de honorários; os valores praticados no mercado são estimativas que dependem do escritório contratado e da complexidade da estrutura.
Holding patrimonial tem custo mensal?
Sim, mesmo sem receita ativa, por conta das obrigações contábeis recorrentes e de eventuais despesas de manutenção dos bens que compõem o patrimônio.
Quanto custa manter uma holding familiar?
O custo segue os mesmos fatores de qualquer holding patrimonial: número de imóveis, participações, sócios envolvidos e nível de acompanhamento contábil e societário necessário.
O que acontece se a holding não tiver movimentação?
A empresa continua sujeita a obrigações contábeis e fiscais básicas, mas tende a não ter tributos sobre receita a recolher, já que não há faturamento no período.
É possível reduzir os custos de manutenção de uma holding?
Sim, com organização documental, planejamento tributário adequado e uma assessoria contábil compatível com a complexidade real da estrutura. Reduzir custos escolhendo apenas o serviço mais barato pode gerar problemas fiscais e custos indiretos maiores no futuro.
O custo de uma holding aumenta conforme o número de imóveis?
Geralmente sim, principalmente quando os imóveis geram receita de locação, o que aumenta a complexidade contábil e pode gerar incidência de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS sobre o aluguel recebido.
A holding precisa ter certificado digital?
Na maioria dos casos, sim, para cumprir obrigações fiscais e acessórias que exigem autenticação eletrônica junto aos órgãos competentes.
Quais despesas de uma holding podem ser dedutíveis?
Despesas necessárias à atividade da empresa, devidamente comprovadas e vinculadas à geração de receita ou à manutenção do patrimônio, podem ser dedutíveis conforme as regras do regime tributário adotado. A dedutibilidade de cada despesa deve ser analisada caso a caso.
O custo de manter uma holding pode superar os benefícios?
Pode, especialmente quando a estrutura é criada sem uma análise técnica prévia ou quando o patrimônio e as receitas envolvidas não justificam a complexidade e os custos recorrentes de manutenção.
Como saber se o custo de manutenção da holding vale a pena?
Avaliando o objetivo da estrutura, o patrimônio envolvido, as receitas geradas e os resultados esperados em termos de organização societária, planejamento tributário e sucessório, sempre com o apoio de uma assessoria contábil que conheça a situação específica da família ou do grupo empresarial.
Confirp
Manter uma holding não se resume a uma mensalidade fixa. O custo total depende da combinação entre regime tributário, existência de receitas, número de imóveis e participações, complexidade da escrituração contábil e nível de acompanhamento fiscal necessário.
Em 2026, mudanças como o acréscimo de 10% na base de presunção do Lucro Presumido para receitas acima de R$ 5 milhões por ano e o aumento do IRRF sobre JCP para 17,5% reforçam a importância de revisar periodicamente a estrutura tributária da holding, e não apenas no momento de sua constituição.
Antes de decidir se vale a pena manter ou ajustar uma holding, o mais importante é entender o propósito da estrutura e os resultados esperados, e não apenas o valor mensal envolvido.
Com 40 anos de atuação no mercado, a Confirp Contabilidade acompanha empresas e famílias na avaliação contábil e tributária de suas estruturas patrimoniais, considerando as particularidades de cada caso.
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