{"id":30723,"date":"2026-08-11T15:35:12","date_gmt":"2026-08-11T18:35:12","guid":{"rendered":"https:\/\/confirp.com.br\/?p=30723"},"modified":"2026-08-11T15:36:02","modified_gmt":"2026-08-11T18:36:02","slug":"carro-roubado-perda-total-como-declarar-bens-e-direitos-imposto-renda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/confirp.com.br\/en\/carro-roubado-perda-total-como-declarar-bens-e-direitos-imposto-renda\/","title":{"rendered":"Carro roubado ou com perda total no ano passado: o passo a passo na ficha de Bens e Direitos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quem teve o <\/span><b>carro roubado no Imposto de Renda<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> do ano anterior, ou viu o ve\u00edculo sofrer <\/span><b>perda total<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, chega \u00e0 \u00e9poca da declara\u00e7\u00e3o com uma d\u00favida recorrente: o que fazer com um bem que, na pr\u00e1tica, j\u00e1 n\u00e3o existe mais no seu patrim\u00f4nio?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A resposta direta \u00e9 a seguinte: o ve\u00edculo deve permanecer listado na ficha <\/span><b>Bens e Direitos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, com a baixa registrada no campo de discrimina\u00e7\u00e3o e o valor zerado na situa\u00e7\u00e3o em 31 de dezembro, enquanto eventual indeniza\u00e7\u00e3o do seguro \u00e9 lan\u00e7ada separadamente, na ficha pr\u00f3pria de rendimentos isentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse \u00e9 o resumo do procedimento, mas ele s\u00f3 faz sentido quando aplicado com aten\u00e7\u00e3o aos detalhes de cada caso: roubo, furto, perda total por acidente, recupera\u00e7\u00e3o do bem, financiamento em aberto e o momento exato em que a indeniza\u00e7\u00e3o caiu na conta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 sobre isso que este artigo se aprofunda, sempre com foco na situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de quem precisa <\/span><b>declarar carro roubado<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> ou baixar um ve\u00edculo sinistrado, sem se perder em explica\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas sobre Imposto de Renda.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-30725\" title=\"carro roubado ou PT na declar\u00e7\u00e3o de bens\" src=\"https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/carro-roubado-ou-PT-na-declarcao-de-bens-1024x683.png\" alt=\"carro roubado ou PT na declar\u00e7\u00e3o de bens\" width=\"800\" height=\"534\" srcset=\"https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/carro-roubado-ou-PT-na-declarcao-de-bens-1024x683.png 1024w, https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/carro-roubado-ou-PT-na-declarcao-de-bens-300x200.png 300w, https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/carro-roubado-ou-PT-na-declarcao-de-bens-768x512.png 768w, https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/carro-roubado-ou-PT-na-declarcao-de-bens.png 1536w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>O que acontece com o carro na ficha Bens e Direitos quando ele \u00e9 roubado ou furtado?<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Do ponto de vista fiscal, o ve\u00edculo n\u00e3o desaparece da declara\u00e7\u00e3o no momento em que \u00e9 roubado. Ele continua existindo como um registro hist\u00f3rico, porque a Receita Federal quer entender a trajet\u00f3ria do patrim\u00f4nio do contribuinte ano a ano, e n\u00e3o apenas a fotografia final. Por isso, o item referente ao carro segue constando na ficha <\/span><b>Bens e Direitos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, s\u00f3 que com um tratamento diferente do que teria se o bem ainda estivesse em posse do titular.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na pr\u00e1tica, isso significa que o contribuinte n\u00e3o exclui o ve\u00edculo da declara\u00e7\u00e3o. Em vez disso, atualiza a descri\u00e7\u00e3o do bem para relatar o que aconteceu e zera o valor correspondente ao final do ano em que o <\/span><b>roubo ou furto<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> ocorreu.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa \u00e9 a ess\u00eancia da chamada baixa de ve\u00edculo na ficha de Bens e Direitos: manter o hist\u00f3rico vis\u00edvel, mas deixar claro que, naquela data, o bem j\u00e1 n\u00e3o fazia mais parte do patrim\u00f4nio do declarante.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vale refor\u00e7ar que roubo e furto, embora tenham defini\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas diferentes (o primeiro envolve viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, o segundo n\u00e3o), recebem o mesmo tratamento na declara\u00e7\u00e3o. O que importa, para fins fiscais, \u00e9 que o ve\u00edculo saiu da posse do contribuinte de forma involunt\u00e1ria e sem contrapartida direta de venda.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>\u00c9 preciso informar o roubo ou furto do carro no Imposto de Renda?<\/b><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sim, \u00e9 necess\u00e1rio informar. Ignorar o ocorrido e simplesmente deixar de mencionar o ve\u00edculo em anos seguintes, sem explica\u00e7\u00e3o, tende a gerar uma diverg\u00eancia patrimonial que a Receita Federal pode questionar. O caminho correto \u00e9 manter o bem na ficha, descrever o <\/span><b>sinistro<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e registrar a baixa de forma expl\u00edcita, com data e, quando dispon\u00edvel, n\u00famero do boletim de ocorr\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Como dar baixa em um carro roubado na declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda?<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A baixa \u00e9 feita diretamente no item j\u00e1 existente do ve\u00edculo na ficha <\/span><b>Bens e Direitos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, sem necessidade de excluir o registro anterior. No campo de discrimina\u00e7\u00e3o, o contribuinte deve atualizar a descri\u00e7\u00e3o incluindo a informa\u00e7\u00e3o de que o bem foi roubado, furtado ou sofreu perda total, mencionando a data aproximada do ocorrido e, se for o caso, o n\u00famero do boletim de ocorr\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No campo referente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do bem em 31 de dezembro do ano-calend\u00e1rio em que houve a perda, o valor deve ficar zerado, desde que o ve\u00edculo j\u00e1 n\u00e3o fizesse parte do patrim\u00f4nio do contribuinte naquela data. Isso \u00e9 o que formaliza, para a Receita Federal, que o bem deixou de existir no patrim\u00f4nio a partir daquele momento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um exemplo de como poderia ficar a descri\u00e7\u00e3o, de forma ilustrativa: &#8220;Ve\u00edculo [marca, modelo, placa], adquirido em [data], roubado em [data], conforme boletim de ocorr\u00eancia n\u00ba [n\u00famero]. Indeniza\u00e7\u00e3o recebida da seguradora [nome], no valor de R$ [valor].<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8221; A reda\u00e7\u00e3o exata pode variar conforme a vers\u00e3o do programa da Receita Federal utilizada no ano da declara\u00e7\u00e3o, por isso o mais importante \u00e9 garantir que a informa\u00e7\u00e3o essencial (o que ocorreu, quando, e qual foi o desfecho financeiro) esteja presente de forma clara.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>O carro roubado precisa continuar na ficha Bens e Direitos?<\/b><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sim, precisa. Mesmo depois de zerado o valor, o item permanece na declara\u00e7\u00e3o como registro hist\u00f3rico daquele bem, geralmente at\u00e9 que o contribuinte opte por n\u00e3o repetir a informa\u00e7\u00e3o em declara\u00e7\u00f5es futuras, quando o fato j\u00e1 estiver suficientemente distante e comprovado. Excluir o ve\u00edculo de forma abrupta, sem que ele tenha aparecido zerado ao menos uma vez, tende a causar mais d\u00favidas do que esclarecimentos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-30727\" title=\"\" src=\"https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3-1024x538.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3-1024x538.png 1024w, https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3-300x158.png 300w, https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3-768x403.png 768w, https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/3.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>O que fazer se o carro foi roubado no ano passado, mas a indeniza\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi recebida depois?<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o comum, j\u00e1 que o processo de an\u00e1lise e pagamento de sinistros pelas seguradoras nem sempre \u00e9 conclu\u00eddo no mesmo ano em que o <\/span><b>furto ou roubo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> aconteceu. Nesses casos, o crit\u00e9rio que define o tratamento na declara\u00e7\u00e3o \u00e9 a data em que o bem efetivamente deixou de pertencer ao contribuinte, e n\u00e3o a data do recebimento da indeniza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se o ve\u00edculo foi roubado em determinado ano e o contribuinte j\u00e1 n\u00e3o tinha mais qualquer expectativa de recuper\u00e1-lo at\u00e9 31 de dezembro daquele ano, a baixa no valor do bem pode ser feita j\u00e1 nessa declara\u00e7\u00e3o, mesmo sem o pagamento do seguro ainda ter ocorrido.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na descri\u00e7\u00e3o, \u00e9 recomend\u00e1vel explicar que o sinistro foi comunicado e que a indeniza\u00e7\u00e3o est\u00e1 em an\u00e1lise. Quando o valor for efetivamente recebido no ano seguinte, ele \u00e9 informado na declara\u00e7\u00e3o referente \u00e0quele ano, na ficha de rendimentos isentos correspondente, com a indica\u00e7\u00e3o de que se refere a um sinistro ocorrido no exerc\u00edcio anterior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse cuidado evita que o contribuinte tribute algo que ainda n\u00e3o recebeu e, ao mesmo tempo, garante que o valor da indeniza\u00e7\u00e3o apare\u00e7a na declara\u00e7\u00e3o no momento correto, coerente com a movimenta\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria que a <\/span><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\"><b>Receita Federal<\/b> <\/a><span style=\"font-weight: 400;\">pode cruzar.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Como declarar a indeniza\u00e7\u00e3o do seguro do carro no Imposto de Renda?<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A indeniza\u00e7\u00e3o recebida da seguradora, quando decorrente de <\/span><b>roubo, furto ou perda total<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> do ve\u00edculo, \u00e9 informada na ficha de Rendimentos Isentos e N\u00e3o Tribut\u00e1veis, no c\u00f3digo relativo a indeniza\u00e7\u00f5es por sinistro ou capital de ap\u00f3lices de seguro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O nome exato do c\u00f3digo pode variar conforme a vers\u00e3o do programa gerador da declara\u00e7\u00e3o de cada ano, por isso \u00e9 recomend\u00e1vel conferir a nomenclatura vigente no momento do preenchimento, mas o conceito \u00e9 sempre o mesmo: trata-se de um valor recebido em raz\u00e3o de sinistro, e n\u00e3o de rendimento tribut\u00e1vel comum.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>A indeniza\u00e7\u00e3o do seguro de carro \u00e9 tribut\u00e1vel?<\/b><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em regra, n\u00e3o. A indeniza\u00e7\u00e3o paga pela seguradora em raz\u00e3o de roubo, furto ou perda total tem natureza indenizat\u00f3ria, ou seja, ela busca recompor um patrim\u00f4nio que foi perdido, e n\u00e3o representa acr\u00e9scimo patrimonial no sentido que a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria normalmente exige para incid\u00eancia de imposto. Por isso, o valor recebido costuma ser tratado como <\/span><b>rendimento isento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa isen\u00e7\u00e3o, no entanto, tem um limite conceitual importante: ela vale enquanto a indeniza\u00e7\u00e3o apenas rep\u00f5e o valor que o bem j\u00e1 representava no patrim\u00f4nio do contribuinte. Quando o valor pago pela seguradora ultrapassa o que estava declarado para o ve\u00edculo, a diferen\u00e7a passa a ter outro tratamento, como ser\u00e1 detalhado a seguir.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>O que acontece quando a indeniza\u00e7\u00e3o do seguro \u00e9 maior que o valor declarado do ve\u00edculo?<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando o valor recebido da seguradora \u00e9 superior ao valor pelo qual o carro constava na declara\u00e7\u00e3o, a diferen\u00e7a entre os dois valores deve ser informada, tamb\u00e9m na ficha de Rendimentos Isentos e N\u00e3o Tribut\u00e1veis, no c\u00f3digo correspondente a indeniza\u00e7\u00f5es relacionadas a sinistro de ve\u00edculo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa diferen\u00e7a continua sendo tratada como rendimento isento, e n\u00e3o gera imposto a pagar, mas precisa aparecer na declara\u00e7\u00e3o para justificar o acr\u00e9scimo de recursos financeiros que o contribuinte teve naquele ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso \u00e9 especialmente relevante porque a Receita Federal observa a evolu\u00e7\u00e3o patrimonial do contribuinte de um ano para o outro. Se, por exemplo, o valor recebido da seguradora foi usado para comprar um ve\u00edculo mais caro do que o anterior, e essa diferen\u00e7a n\u00e3o estiver explicada em algum lugar da declara\u00e7\u00e3o, pode surgir uma inconsist\u00eancia entre o padr\u00e3o de gastos e a renda declarada.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Existe imposto a pagar sobre essa diferen\u00e7a?<\/b><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o. Ainda que o valor da indeniza\u00e7\u00e3o seja maior do que o valor hist\u00f3rico do bem, isso n\u00e3o representa ganho de capital tribut\u00e1vel nos moldes de uma venda comum. O tratamento como rendimento isento se mant\u00e9m, desde que a origem do recurso esteja corretamente identificada como indeniza\u00e7\u00e3o de seguro por sinistro de ve\u00edculo, e n\u00e3o como uma venda disfar\u00e7ada ou outro tipo de opera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Como declarar um ve\u00edculo que teve perda total?<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <\/span><b>perda total<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> costuma ocorrer em situa\u00e7\u00f5es de acidente grave, quando a seguradora avalia que o custo do reparo supera o valor econ\u00f4mico do ve\u00edculo e opta por indenizar o segurado em vez de autorizar o conserto.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para fins de declara\u00e7\u00e3o, o tratamento \u00e9 essencialmente o mesmo aplicado ao roubo e ao furto: baixa do bem na ficha Bens e Direitos, com valor zerado a partir da data em que o ve\u00edculo deixou de existir no patrim\u00f4nio, e lan\u00e7amento da indeniza\u00e7\u00e3o recebida na ficha de rendimentos isentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A diferen\u00e7a pr\u00e1tica est\u00e1 principalmente na documenta\u00e7\u00e3o. Em vez do boletim de ocorr\u00eancia por roubo ou furto, o contribuinte normalmente ter\u00e1 o laudo de sinistro emitido pela seguradora, o registro do acidente (quando houver boletim de ocorr\u00eancia de tr\u00e2nsito) e a comunica\u00e7\u00e3o formal de perda total. Esses documentos cumprem, no caso da perda total, o mesmo papel de comprova\u00e7\u00e3o que o boletim de furto cumpre nos outros casos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Como declarar um carro roubado que foi recuperado?<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando o ve\u00edculo \u00e9 recuperado pela pol\u00edcia ap\u00f3s o roubo ou furto, a situa\u00e7\u00e3o exige aten\u00e7\u00e3o redobrada, porque o desfecho pode variar. Se o carro foi recuperado antes de qualquer indeniza\u00e7\u00e3o ser paga e retornou \u00e0 posse do contribuinte em condi\u00e7\u00f5es de uso, o mais adequado \u00e9 manter o bem na declara\u00e7\u00e3o normalmente, sem zerar o valor, j\u00e1 que ele voltou a integrar o patrim\u00f4nio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse caso, vale registrar na discrimina\u00e7\u00e3o que houve o roubo e a posterior recupera\u00e7\u00e3o, com as datas relevantes, para documentar a movimenta\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 se a recupera\u00e7\u00e3o ocorreu depois que a seguradora j\u00e1 havia pago a indeniza\u00e7\u00e3o e assumido a propriedade do salvado, o ve\u00edculo n\u00e3o retorna ao patrim\u00f4nio do contribuinte, e o tratamento de baixa, j\u00e1 explicado anteriormente, permanece v\u00e1lido.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa distin\u00e7\u00e3o depende diretamente dos termos da ap\u00f3lice e da forma como a seguradora conduziu o sinistro, por isso \u00e9 importante verificar a documenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de cada caso antes de decidir como registrar a situa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-30726\" title=\"\" src=\"https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-1-1024x538.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-1-1024x538.png 1024w, https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-1-300x158.png 300w, https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-1-768x403.png 768w, https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/1-1.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Carro financiado roubado ou com perda total: o que muda na declara\u00e7\u00e3o?<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando o ve\u00edculo roubado, furtado ou com perda total ainda estava sendo pago por financiamento, entram em cena duas camadas adicionais: o saldo devedor do financiamento e a forma como a indeniza\u00e7\u00e3o foi utilizada.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Vale lembrar que, em financiamentos de ve\u00edculo com aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria, o bem n\u00e3o costuma ser lan\u00e7ado na ficha de D\u00edvidas e \u00d4nus Reais, sendo o valor pago at\u00e9 31 de dezembro (entrada mais parcelas quitadas) o que aparece na ficha Bens e Direitos como valor do bem naquele ano.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diante do sinistro, o procedimento de baixa na ficha Bens e Direitos segue a mesma l\u00f3gica j\u00e1 descrita: descri\u00e7\u00e3o do ocorrido e valor zerado a partir da data em que o ve\u00edculo deixou de existir no patrim\u00f4nio.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O ponto que exige aten\u00e7\u00e3o adicional \u00e9 o destino da indeniza\u00e7\u00e3o, especialmente quando ela \u00e9 usada pela seguradora para <\/span><b>quitar o financiamento<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> diretamente junto \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>O que acontece quando a seguradora quita o financiamento com a indeniza\u00e7\u00e3o?<\/b><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesses casos, \u00e9 comum que a seguradora pague diretamente \u00e0 financeira o saldo devedor do contrato, repassando ao segurado apenas o valor que sobrar, se houver. Para a declara\u00e7\u00e3o, o que importa \u00e9 o valor total da indeniza\u00e7\u00e3o reconhecida pela seguradora, mesmo que parte dele nunca tenha passado pela conta banc\u00e1ria do contribuinte, porque foi destinada a quitar a d\u00edvida do financiamento.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esse valor total deve ser considerado para fins de compara\u00e7\u00e3o com o valor declarado do bem, exatamente como nos demais casos de indeniza\u00e7\u00e3o. Se o total da indeniza\u00e7\u00e3o (incluindo a parcela usada para quitar o financiamento) for maior do que o valor pelo qual o carro estava declarado, a diferen\u00e7a segue o mesmo tratamento explicado na se\u00e7\u00e3o sobre indeniza\u00e7\u00e3o superior ao valor declarado.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>O que acontece quando existe diferen\u00e7a entre a indeniza\u00e7\u00e3o e o saldo devedor?<\/b><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se a indeniza\u00e7\u00e3o for maior do que o saldo devedor do financiamento, o valor excedente \u00e9 normalmente repassado ao contribuinte, e deve ser tratado como parte da indeniza\u00e7\u00e3o recebida, com o mesmo enquadramento na ficha de rendimentos isentos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se, ao contr\u00e1rio, a indeniza\u00e7\u00e3o for insuficiente para quitar todo o saldo devedor, o contribuinte pode continuar respons\u00e1vel pela diferen\u00e7a perante a institui\u00e7\u00e3o financeira, e essa d\u00edvida remanescente merece registro cuidadoso na ficha de D\u00edvidas e \u00d4nus, se ainda existir saldo a pagar ap\u00f3s o sinistro.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Exemplos pr\u00e1ticos de declara\u00e7\u00e3o de carro roubado, furtado ou com perda total<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os valores a seguir s\u00e3o meramente ilustrativos e servem apenas para exemplificar o racioc\u00ednio, n\u00e3o devendo ser usados como refer\u00eancia de mercado.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Exemplo 1: carro roubado com indeniza\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima ao valor declarado.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um contribuinte comprou um ve\u00edculo por R$ 60.000,00 em 2023, valor que constava integralmente na ficha Bens e Direitos. Em maio de 2025, o carro foi roubado, e a seguradora pagou uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 58.000,00 em agosto do mesmo ano.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na declara\u00e7\u00e3o referente a 2025, o item do ve\u00edculo \u00e9 atualizado na discrimina\u00e7\u00e3o, informando o roubo, a data e o boletim de ocorr\u00eancia, com o campo de situa\u00e7\u00e3o em 31\/12\/2025 zerado. Como a indeniza\u00e7\u00e3o foi menor do que o valor declarado do bem, n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a a lan\u00e7ar como rendimento isento al\u00e9m do pr\u00f3prio valor recebido, e n\u00e3o h\u00e1 imposto a pagar sobre essa quantia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Exemplo 2: perda total com indeniza\u00e7\u00e3o superior ao valor declarado.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro contribuinte tinha um carro declarado por R$ 45.000,00, adquirido em 2021. Em 2025, o ve\u00edculo se envolveu em um acidente grave e a seguradora reconheceu perda total, pagando uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 52.000,00, j\u00e1 considerando a valoriza\u00e7\u00e3o do modelo no mercado de usados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesse caso, a baixa do bem \u00e9 feita normalmente, e a diferen\u00e7a de R$ 7.000,00 entre a indeniza\u00e7\u00e3o recebida e o valor hist\u00f3rico declarado \u00e9 informada na ficha de rendimentos isentos, como parcela que excede o valor do bem. Ainda assim, n\u00e3o h\u00e1 imposto a pagar sobre esse montante, mas a informa\u00e7\u00e3o evita que o acr\u00e9scimo patrimonial fique sem explica\u00e7\u00e3o na declara\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Exemplo 3: carro financiado roubado, com indeniza\u00e7\u00e3o usada para quitar o financiamento.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um terceiro contribuinte financiou um ve\u00edculo em 2022 e, at\u00e9 dezembro de 2024, havia pago R$ 30.000,00 entre entrada e parcelas, valor que constava na ficha Bens e Direitos. O carro foi roubado em mar\u00e7o de 2025, quando o saldo devedor do financiamento ainda era de R$ 18.000,00.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A seguradora reconheceu uma indeniza\u00e7\u00e3o total de R$ 33.000,00, usou R$ 18.000,00 para quitar diretamente o saldo devedor junto \u00e0 financeira e depositou os R$ 15.000,00 restantes na conta do contribuinte. Na declara\u00e7\u00e3o, o bem \u00e9 baixado normalmente na ficha Bens e Direitos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como o valor total da indeniza\u00e7\u00e3o (R$ 33.000,00) supera o valor declarado do bem at\u00e9 aquele momento (R$ 30.000,00), a diferen\u00e7a de R$ 3.000,00 \u00e9 informada como rendimento isento excedente, e a quita\u00e7\u00e3o do financiamento \u00e9 mencionada na discrimina\u00e7\u00e3o para deixar claro o destino de parte da indeniza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Quais documentos guardar para comprovar carro roubado, furtado ou com perda total?<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Manter a documenta\u00e7\u00e3o organizada \u00e9 o que sustenta, perante a Receita Federal, tudo o que foi informado na declara\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Entre os principais documentos est\u00e3o o <\/span><b>boletim de ocorr\u00eancia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> de roubo ou furto, os documentos do ve\u00edculo (CRLV e comprovante de propriedade), a ap\u00f3lice ou contrato de seguro vigente na data do sinistro, a comunica\u00e7\u00e3o formal do sinistro \u00e0 seguradora, o laudo ou comunicado de perda total quando aplic\u00e1vel, o comprovante de pagamento da indeniza\u00e7\u00e3o e, quando houver financiamento, o documento de quita\u00e7\u00e3o emitido pela institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Comprovantes banc\u00e1rios que demonstrem o recebimento da indeniza\u00e7\u00e3o, ou o repasse direto \u00e0 financeira, tamb\u00e9m merecem ser guardados, j\u00e1 que ajudam a comprovar a coer\u00eancia entre os valores declarados e a movimenta\u00e7\u00e3o financeira efetiva.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esses documentos n\u00e3o precisam ser enviados junto com a declara\u00e7\u00e3o, mas devem ficar dispon\u00edveis, porque a Receita Federal pode solicit\u00e1-los a qualquer momento dentro do prazo de guarda de documentos fiscais, que costuma ser de cinco anos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Erros que podem gerar inconsist\u00eancias ao declarar carro roubado ou com perda total<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Alguns equ\u00edvocos s\u00e3o recorrentes nesse tipo de situa\u00e7\u00e3o e merecem aten\u00e7\u00e3o especial. O primeiro \u00e9 manter o ve\u00edculo na declara\u00e7\u00e3o como se ele ainda estivesse em posse do contribuinte, sem qualquer men\u00e7\u00e3o ao sinistro, o que cria uma diverg\u00eancia entre a realidade patrimonial e o que consta na ficha Bens e Direitos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O segundo \u00e9 registrar a baixa, mas esquecer de informar a indeniza\u00e7\u00e3o recebida, ou inform\u00e1-la em valor diferente do efetivamente pago pela seguradora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tamb\u00e9m \u00e9 comum o contribuinte declarar valores incompat\u00edveis com os documentos da seguradora, seja por lan\u00e7ar um valor de indeniza\u00e7\u00e3o estimado, seja por n\u00e3o atualizar a informa\u00e7\u00e3o depois de receber o comprovante definitivo. Ignorar a quita\u00e7\u00e3o de financiamento pela seguradora \u00e9 outro erro frequente, j\u00e1 que deixa uma d\u00edvida aparentemente em aberto na ficha de D\u00edvidas e \u00d4nus, quando na pr\u00e1tica ela j\u00e1 foi liquidada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Situa\u00e7\u00f5es de ve\u00edculo recuperado tamb\u00e9m geram confus\u00e3o quando o contribuinte n\u00e3o atualiza a declara\u00e7\u00e3o corretamente, seja mantendo o bem zerado mesmo depois de recuper\u00e1-lo, seja deixando de informar a indeniza\u00e7\u00e3o j\u00e1 paga antes da recupera\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por fim, diverg\u00eancias entre os documentos do sinistro, a movimenta\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria e o que foi efetivamente declarado tendem a chamar aten\u00e7\u00e3o em cruzamentos de dados feitos pela Receita Federal.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><b>Declarar o carro roubado de forma errada pode levar \u00e0 malha fina?<\/b><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pode, embora uma inconsist\u00eancia isolada n\u00e3o signifique automaticamente que o contribuinte caiu na malha fina.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O que geralmente acontece \u00e9 que diverg\u00eancias entre a declara\u00e7\u00e3o e as informa\u00e7\u00f5es que a Receita Federal recebe de terceiros, como seguradoras e institui\u00e7\u00f5es financeiras, geram a necessidade de esclarecimentos adicionais, e a declara\u00e7\u00e3o pode ficar retida para an\u00e1lise at\u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o seja regularizada ou explicada. Manter a documenta\u00e7\u00e3o organizada e os valores compat\u00edveis com o que foi efetivamente recebido reduz bastante esse risco.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Como evitar erros ao declarar carro roubado, furtado ou com perda total<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Antes de finalizar a declara\u00e7\u00e3o, vale conferir alguns pontos com calma: a data exata do roubo, furto ou sinistro, o valor que estava declarado para o ve\u00edculo at\u00e9 ent\u00e3o, o valor total da indeniza\u00e7\u00e3o paga pela seguradora, o eventual saldo do financiamento na data do sinistro e como ele foi tratado, se a baixa do bem foi corretamente registrada na ficha Bens e Direitos, se a documenta\u00e7\u00e3o do sinistro est\u00e1 completa e acess\u00edvel, e se os valores informados na declara\u00e7\u00e3o s\u00e3o compat\u00edveis entre si e com os documentos dispon\u00edveis. Essa confer\u00eancia simples evita a maior parte dos problemas relacionados a esse tipo de situa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Como corrigir a declara\u00e7\u00e3o de um carro roubado informado de forma errada?<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando o contribuinte percebe que informou de maneira incorreta a baixa do ve\u00edculo, o valor da indeniza\u00e7\u00e3o, ou deixou de atualizar a situa\u00e7\u00e3o de um carro roubado em declara\u00e7\u00f5es anteriores, o caminho \u00e9 apresentar uma <\/span><b>declara\u00e7\u00e3o retificadora<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> referente ao ano em que o erro ocorreu.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A retificadora substitui integralmente a declara\u00e7\u00e3o original e pode ser apresentada dentro do prazo legal, corrigindo tanto a ficha Bens e Direitos quanto a ficha de Rendimentos Isentos e N\u00e3o Tribut\u00e1veis, conforme o que precisar ser ajustado. Quando o erro envolve mais de um ano de declara\u00e7\u00e3o, cada exerc\u00edcio deve ser corrigido separadamente, respeitando a situa\u00e7\u00e3o patrimonial correta em cada 31 de dezembro.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-26084\" title=\"bg rev confirp\" src=\"https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/bg_rev-confirp-1024x560.jpg\" alt=\"confirp\" width=\"800\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/bg_rev-confirp-1024x560.jpg 1024w, https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/bg_rev-confirp-300x164.jpg 300w, https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/bg_rev-confirp-768x420.jpg 768w, https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/bg_rev-confirp-1536x840.jpg 1536w, https:\/\/confirp.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/bg_rev-confirp-2048x1120.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Confirp \u00e9 especialista em orienta\u00e7\u00e3o sobre declara\u00e7\u00e3o de carro roubado ou com perda total<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Declarar corretamente um ve\u00edculo roubado, furtado ou com perda total n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de burocracia isolada, mas de manter coer\u00eancia entre diferentes partes da declara\u00e7\u00e3o: a baixa do bem na ficha Bens e Direitos, o lan\u00e7amento da indeniza\u00e7\u00e3o recebida, o tratamento do financiamento quando existente, e a documenta\u00e7\u00e3o que sustenta tudo isso.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O ponto central \u00e9 sempre o mesmo, dar o tratamento correto ao ve\u00edculo no momento em que ele deixou de existir no patrim\u00f4nio, e refletir com precis\u00e3o o que aconteceu depois, seja o recebimento do seguro, a quita\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas ou a eventual recupera\u00e7\u00e3o do bem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Confirp acompanha h\u00e1 <\/span><b>40 anos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> as particularidades da legisla\u00e7\u00e3o fiscal brasileira e sabe que situa\u00e7\u00f5es como essa, embora n\u00e3o sejam raras, costumam gerar d\u00favidas espec\u00edficas que fogem do roteiro padr\u00e3o de uma <\/span><a href=\"https:\/\/confirp.com.br\/servicos-contabeis\/imposto-de-renda\/\"><b>declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda.\u00a0<\/b><\/a><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Reunir a documenta\u00e7\u00e3o correta, entender a l\u00f3gica por tr\u00e1s de cada campo da ficha Bens e Direitos e revisar os valores antes de enviar a declara\u00e7\u00e3o s\u00e3o passos simples que evitam problemas futuros com a Receita Federal.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><b>Perguntas frequentes sobre carro roubado, furto, perda total e Imposto de Renda<\/b><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Preciso declarar um carro roubado no Imposto de Renda?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sim. O ve\u00edculo continua constando na ficha Bens e Direitos, com a baixa registrada na discrimina\u00e7\u00e3o e o valor zerado a partir da data em que deixou de fazer parte do patrim\u00f4nio.<\/span><\/p>\n<p><b>Como tirar um carro roubado da ficha Bens e Direitos?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio excluir o item de imediato. O procedimento correto \u00e9 atualizar a discrimina\u00e7\u00e3o com os dados do sinistro e zerar o valor na situa\u00e7\u00e3o em 31 de dezembro do ano em que o bem foi perdido.<\/span><\/p>\n<p><b>Como declarar a indeniza\u00e7\u00e3o do seguro de um carro roubado?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O valor recebido da seguradora \u00e9 informado na ficha de Rendimentos Isentos e N\u00e3o Tribut\u00e1veis, no c\u00f3digo relativo a indeniza\u00e7\u00f5es por sinistro de ve\u00edculo, com a descri\u00e7\u00e3o do que motivou o recebimento.<\/span><\/p>\n<p><b>A indeniza\u00e7\u00e3o do seguro do carro paga Imposto de Renda?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em regra, n\u00e3o. A indeniza\u00e7\u00e3o por roubo, furto ou perda total tem natureza indenizat\u00f3ria e \u00e9 tratada como rendimento isento, ainda que supere o valor que estava declarado para o bem.<\/span><\/p>\n<p><b>O que acontece se a indeniza\u00e7\u00e3o do seguro for maior que o valor declarado do carro?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A diferen\u00e7a entre a indeniza\u00e7\u00e3o recebida e o valor hist\u00f3rico declarado deve ser informada como rendimento isento excedente, sem gerar imposto a pagar, mas evitando que o acr\u00e9scimo patrimonial fique sem justificativa.<\/span><\/p>\n<p><b>Como declarar um carro que teve perda total?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O tratamento \u00e9 o mesmo do roubo e do furto: baixa do bem na ficha Bens e Direitos, valor zerado a partir da data da perda total e lan\u00e7amento da indeniza\u00e7\u00e3o recebida na ficha pr\u00f3pria de rendimentos isentos.<\/span><\/p>\n<p><b>Carro financiado roubado precisa continuar na ficha Bens e Direitos?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sim, o bem permanece registrado, com a baixa feita normalmente. O saldo do financiamento e o destino da indeniza\u00e7\u00e3o, especialmente se usada para quitar a d\u00edvida, tamb\u00e9m precisam ser refletidos corretamente na declara\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>Como declarar a quita\u00e7\u00e3o do financiamento pela seguradora?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O valor usado pela seguradora para quitar o saldo devedor deve ser somado ao valor total da indeniza\u00e7\u00e3o reconhecida, para fins de compara\u00e7\u00e3o com o valor declarado do bem, e mencionado na discrimina\u00e7\u00e3o do item.<\/span><\/p>\n<p><b>O que fazer se o carro foi roubado em um ano e a indeniza\u00e7\u00e3o foi recebida no ano seguinte?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A baixa do bem pode ser feita no ano em que o ve\u00edculo efetivamente deixou de pertencer ao contribuinte, e o valor da indeniza\u00e7\u00e3o \u00e9 declarado no ano em que for de fato recebido, com refer\u00eancia ao sinistro ocorrido anteriormente.<\/span><\/p>\n<p><b>Preciso informar o boletim de ocorr\u00eancia na declara\u00e7\u00e3o?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O n\u00famero do boletim n\u00e3o costuma ser um campo obrigat\u00f3rio espec\u00edfico, mas deve constar na descri\u00e7\u00e3o do bem como forma de documentar o ocorrido, e o documento original precisa ficar guardado para eventual comprova\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>Carro recuperado depois do roubo precisa ser declarado novamente?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Se o ve\u00edculo retornou \u00e0 posse do contribuinte antes de qualquer indeniza\u00e7\u00e3o, ele volta a ser tratado como bem normal na declara\u00e7\u00e3o. Se a seguradora j\u00e1 havia indenizado e assumido o salvado, o bem n\u00e3o retorna ao patrim\u00f4nio do contribuinte.<\/span><\/p>\n<p><b>Declarar o carro roubado de forma errada pode levar \u00e0 malha fina?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pode gerar necessidade de esclarecimentos ou reten\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o para an\u00e1lise, principalmente quando h\u00e1 diverg\u00eancia com informa\u00e7\u00f5es que a Receita Federal recebe de seguradoras e institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/span><\/p>\n<p><b>Como corrigir a declara\u00e7\u00e3o de um carro roubado informado de forma errada?<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por meio de uma declara\u00e7\u00e3o retificadora referente ao ano em que a informa\u00e7\u00e3o estava incorreta, ajustando tanto a ficha Bens e Direitos quanto a ficha de Rendimentos Isentos e N\u00e3o Tribut\u00e1veis, conforme necess\u00e1rio.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Veja tamb\u00e9m:<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><a href=\"https:\/\/confirp.com.br\/carro-financiado-irpf-como-declarar-seguro-quita-divida\/\"><b>Carro financiado no IRPF: como declarar quando o seguro quita a d\u00edvida?<\/b><\/a><b>\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><a href=\"https:\/\/confirp.com.br\/regularizacao-de-imoveis-custos-documentos-processo-completo\/\"><b>Regulariza\u00e7\u00e3o de Im\u00f3veis: Quanto Custa, Quais Documentos S\u00e3o Necess\u00e1rios e Como Funciona o Processo Completo<\/b><\/a><b>\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li aria-level=\"1\"><a href=\"https:\/\/confirp.com.br\/como-declarar-aluguel-imposto-de-renda-guia-completo\/\"><b>Como Declarar Aluguel no Imposto de Renda: Guia Completo para Locadores e Inquilinos<\/b><\/a><b>\u00a0<\/b><\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carro roubado ou com perda total: saiba como declarar no Imposto de Renda, preencher Bens e Direitos e informar indeniza\u00e7\u00e3o do seguro.<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":30724,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[217],"tags":[42],"class_list":["post-30723","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-blog","tag-imposto-de-renda"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.2 - 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